Maduro chega a centro de detenção em Nova York após ser capturado; veja vídeo
Ditador deve comparecer a um tribunal federal de Manhattan na próxima semana para responder por acusações de tráfico de drogas e porte ilegal de armas.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi levado para um centro de detenção em Nova York na noite deste sábado (3), após ser capturado por autoridades dos Estados Unidos. Segundo o governo norte-americano, a prisão ocorreu durante a madrugada, em Caracas. Vídeos divulgados pela imprensa americana mostra a chegada do ditador nas instalações locais.
Antes de ser transferido, Maduro foi conduzido sob custódia ao escritório da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA), onde passou pelos procedimentos de identificação. Imagens divulgadas em um perfil oficial da Casa Branca na rede social X mostram o venezuelano sendo escoltado por agentes americanos.
Em entrevista coletiva, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o governo norte-americano avalia os próximos passos em relação à Venezuela. Ele declarou ainda que os EUA pretendem conduzir o país sul-americano por meio de um “grupo” em formação até uma eventual transição de poder, sem detalhar prazos ou o funcionamento desse arranjo.
Também neste sábado, a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, anunciou que Nicolás Maduro será julgado pela Justiça americana em um tribunal de Nova York. De acordo com Bondi, o presidente venezuelano e a primeira-dama, Cilia Flores — que também foi detida —, foram formalmente acusados de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, além de conspiração para posse de armamento pesado.
Captura transmitida ao vivo
Durante a entrevista, Trump afirmou que acompanhou ao vivo a captura de Nicolás Maduro, por meio de uma transmissão realizada pelos agentes envolvidos na operação em Caracas. “Foi como assistir a um programa de televisão”, disse o presidente.
Trump acrescentou que a operação militar estava inicialmente prevista para ocorrer quatro dias antes, mas precisou ser adiada em razão de condições climáticas desfavoráveis. Ele afirmou ainda que chegou a conversar com Maduro cerca de uma semana antes da ação, quando, segundo o norte-americano, o líder venezuelano tentou negociar uma saída pacífica do poder.
“Eles quiseram negociar no final, mas eu não quis”, declarou.
Transporte por navio
Segundo Trump, Maduro e a esposa foram capturados em Caracas e levados de helicóptero por forças armadas dos Estados Unidos até o navio de guerra USS Iwo Jima, que estava posicionado no mar do Caribe desde o fim do ano passado.
O Iwo Jima é um dos principais navios da frota da Marinha dos EUA. Trata-se de uma embarcação de assalto anfíbio da classe Wasp, equipada para operar aeronaves de decolagem curta e pouso vertical, como o F-35B, além de conduzir operações de desembarque com tropas e veículos. O navio possui ainda capacidade para projeção de poder aéreo e terrestre em operações combinadas, com helicópteros, aviões e fuzileiros navais a bordo.
Ataques em Caracas
Após meses de especulações e movimentações militares próximas à costa venezuelana, os Estados Unidos realizaram neste sábado (3) ataques a diversos pontos da capital Caracas e capturaram Nicolás Maduro e sua esposa.
Mais cedo, Trump anunciou a ofensiva por meio de suas redes sociais. Em publicação, afirmou que os Estados Unidos realizaram “com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela” e que Maduro foi capturado junto com a esposa e retirado do país por via aérea.
O presidente americano informou que a ação foi conduzida em conjunto com forças de segurança dos Estados Unidos, mas não detalhou inicialmente para onde o casal foi levado. A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou não saber o paradeiro de Maduro e exigiu que o governo americano apresente uma prova de vida.
Na madrugada deste sábado, uma série de explosões foi registrada em Caracas. Segundo a agência Associated Press, ao menos sete explosões foram ouvidas em um intervalo de cerca de 30 minutos. Moradores relataram tremores, barulho intenso de aeronaves e correria nas ruas. Parte da capital ficou sem energia elétrica, principalmente nas proximidades da base aérea de La Carlota, no sul da cidade.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram colunas de fumaça saindo de instalações militares e aeronaves sobrevoando Caracas em baixa altitude.

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