Mabel rebate Semad e garante operação segura do aterro sanitário de Goiânia
O prefeito também mencionou um estudo da Fral Consultoria e uma vistoria feita pela Controladoria-Geral da União (CGU) em maio, na qual foram elogiadas a estrutura e a equipe técnica.

O prefeito Sandro Mabel (UB) defendeu a regularidade da operação do Aterro Sanitário de Goiânia durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira (27). Ele destacou o mais recente relatório do Instituto de Planejamento e Gestão de Cidades (IPGC), divulgado mês, que atribuiu nota 7,5 ao aterro, classificando-o como “parcialmente adequado” e com condições de seguir funcionando. O prefeito também mencionou um estudo da Fral Consultoria e uma vistoria feita pela Controladoria-Geral da União (CGU) em maio, na qual foram elogiadas a estrutura e a equipe técnica.
Mabel ressaltou que o objetivo é concluir a modernização completa em até dois anos, implantando uma estação de tratamento definitiva e aproveitando o gás gerado para produção de energia. A água resultante do tratamento do chorume será desmineralizada, podendo ser vendida ou usada em processos industriais. O projeto inclui ainda a criação de uma Central de Tratamento de Resíduos (CTR). “Abrir mão do aterro significa abandonar o local, o que aumenta os riscos. Estamos trabalhando para transformá-lo em um dos mais modernos do Brasil”, concluiu.
Questionamentos sem embasamento técnico
A presidente da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), Zilma Peixoto, contestou o relatório da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Semad), que aponta riscos estruturais no aterro. Segundo ela, o documento não apresenta base técnica sólida nem estudos detalhados. Um dos pontos questiona a ausência de um supervisor técnico, mas a gestão garante contar com um profissional qualificado, elogiado pela CGU.
Zilma também criticou a falta de cálculos que embasem a hipótese de risco de desmoronamento do maciço, destacando que, em inspeção recente, auditores da CGU constataram boas condições do local, inclusive sem odor. Ela defendeu maior transparência e solicitou acesso ao relatório técnico para que a prefeitura possa responder de forma técnica e apresentar prazos de execução.
De acordo com Zilma, o relatório estadual lista 34 itens, sendo que 20 são contestados por ausência de embasamento, cálculos ou estudos laboratoriais. Em reuniões com o Ministério Público, o prefeito apresentou um relatório detalhando condicionantes já cumpridas e prazos para pendências, tentando obter licenciamento corretivo. “A prefeitura demonstrou disposição em prestar contas, mas não teve a oportunidade de avançar com o plano. Quando solicitamos a licença corretiva, a Semad negou, exigindo o pedido de encerramento em um prazo inviável de dois meses”, disse Zilma.
Modernização e economia
O prefeito explicou que Goiânia pretende adotar tecnologia similar à utilizada em países europeus, capaz de processar até 65% do lixo para reciclagem e queimar o restante sem gerar resíduos ou chorume. “Não sobra nada, nem um litro de chorume, nem um quilo de lixo. Esse é o caminho que queremos seguir”, pontuou.
Ele também rejeitou a possibilidade de recorrer a aterros privados, destacando que o custo no aterro municipal é de cerca de R$ 40 por tonelada, enquanto o valor cobrado por empresas privadas pode chegar a R$ 170. “Não vamos aceitar pressionarem para enviar nosso lixo para aterros privados. Com os recursos que economizamos, podemos investir em soluções definitivas e sustentáveis”, afirmou.
Medidas em andamento
A gestão Mabel adquiriu 12 novos equipamentos para reforçar a manutenção do aterro, seguindo o plano de operação atual. Entre eles estão tratores de esteira, escavadeira hidráulica, pás carregadeiras, retroescavadeira e caminhões basculantes. No local, já foram iniciadas obras para adequações como limpeza, correção de taludes, cobertura diária dos resíduos, drenagem de chorume e gás e controle dos resíduos.
A prefeitura está em fase de contratação de uma empresa para monitoramento ambiental e geotécnico, além de preparar uma licitação para implantar uma unidade de tratamento de chorume — atualmente tratado de forma complementar na ETE da Saneago. Também está prevista a contratação de serviço para processamento de resíduos da construção civil, visando a destinação correta. A administração afirma seguir buscando alternativas técnicas e legais para garantir a operação regular da unidade, com responsabilidade ambiental e foco no interesse público.

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