O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, lançou nesta segunda-feira (23) o programa Obras Cidadãs, iniciativa que prevê a execução de obras de pequeno porte indicadas diretamente pela população dos bairros.
Pelo modelo anunciado, as demandas nas áreas de pavimentação, drenagem, iluminação pública e manutenção de espaços públicos serão apresentadas pelos vereadores que representam as regiões da capital. Segundo o prefeito, a proposta é garantir que as prioridades sejam definidas pela própria comunidade.
“Nosso objetivo é fazer a cidade andar conforme a vontade da comunidade. Por isso, vamos executar serviços públicos de pequeno porte, como reformas de campo de futebol, UBSs, praças e outros, com agilidade e transparência”, afirmou.
Como vai funcionar
As solicitações serão encaminhadas à Prefeitura de Goiânia por meio de formulário próprio destinado à Secretaria Municipal de Governo (Segov), que fará o repasse à Secretaria de Articulação Institucional e Captação (Secap). Caberá à Secap a análise técnica e de custos. A etapa final será conduzida pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), responsável por aprovar ou não a execução da obra, que será realizada por empresa vencedora de certame específico.
O investimento mensal estimado é de aproximadamente R$ 1,5 milhão, com limite de até R$ 70 mil por vereador. A expectativa é que cada parlamentar indique duas obras por mês dentro do valor disponível.
“Não são obras que o prefeito ou o vereador decidem fazer, é a comunidade resolvendo sobre a prioridade de suas demandas”, destacou Mabel.
Impacto esperado
De acordo com a secretária de Governo, Sabrina Garcez, a previsão é de que o programa alcance cerca de 200 mil pessoas por ano. Ela ressaltou que pequenas intervenções nos bairros podem gerar impacto direto na qualidade de vida da população.
O presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Romário Policarpo, afirmou que a iniciativa contempla demandas locais que, embora pontuais, fazem diferença no cotidiano dos moradores.
Já o vereador Wellington Bessa destacou que o programa deve dar mais agilidade à execução de obras que hoje dependem de trâmites burocráticos mais longos.