Mabel fiscaliza UPAs, conversa com pacientes e fala em "unidades novas"; veja vídeo
Após visitar postos e UPAs, Sandro Mabel promete novas unidades e aposta em programa milionário para agilizar consertos e acabar com “gambiarras” na rede pública

Depois de percorrer unidades de saúde no fim de semana, o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), afirmou que parte da estrutura da rede municipal está tão deteriorada que não comporta mais reformas. Diante do cenário, ele prometeu construir novas unidades e acelerar reparos emergenciais com o programa Pafus, que prevê repasses diretos de dinheiro para postos e UPAs.
Em uma agenda marcada por visitas a unidades básicas, CAIS e UPAs, o prefeito iniciou a fiscalização conversando diretamente com pacientes, familiares e profissionais da saúde. O diagnóstico, segundo ele, é crítico: infiltrações, mofo, problemas elétricos e equipamentos quebrados fazem parte da rotina.
Ainda durante as visitas, Mabel afirmou que algumas estruturas chegaram ao limite. “Tem unidade que não tem mais jeito”, disse, ao reforçar a necessidade de substituição completa em vez de reformas paliativas.
A principal aposta da gestão para dar resposta rápida aos problemas é o Programa de Apoio Financeiro às Unidades de Saúde (Pafus), lançado em março de 2026 pela Secretaria Municipal de Saúde e ainda em tramitação na Câmara de Vereadores.
A proposta prevê descentralizar recursos, permitindo que cada uma das 117 unidades da rede municipal tenha um “caixa próprio”. Na prática, isso significa menos burocracia e mais rapidez para resolver demandas simples, como consertos de ar-condicionado, reparos elétricos e pequenas obras.
Pelo modelo, cada unidade contará com uma comissão interna responsável por definir prioridades de खर्च, seguindo lógica semelhante à já adotada na área da educação.
Os valores também já estão definidos: a previsão é de R$ 10 milhões ainda em 2026 e R$ 20 milhões em 2027. Unidades básicas devem receber cerca de R$ 30 mil, enquanto estruturas de urgência e emergência podem chegar a R$ 60 mil.
Para evitar irregularidades, a prefeitura promete controle rigoroso. A prestação de contas será trimestral, com fiscalização da Controladoria Municipal e do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).
Segundo o prefeito, a ideia é atacar um dos principais gargalos da gestão pública: a demora em processos de licitação para demandas simples.
“Não dá para esperar meses para trocar um ar-condicionado ou arrumar um teto”, afirmou.
Ao final das visitas, Mabel reforçou o tom de urgência e cobrou apoio político para aprovação do projeto.
“Aquilo que você viu, como teto mofado e problemas de estrutura, não pode acontecer e isso vai mudar em Goiânia”, declarou.
A proposta agora depende do aval da Câmara. Enquanto isso, a população segue convivendo com os problemas — e esperando que as promessas saiam do papel.

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