Mabel demite 668 aposentados "encostados" na Comurg; mais de mil demissões desde janeiro
Outra medida de impacto foi a redução no número de comissionados. Em janeiro de 2024, eram 532 servidores. Esse número caiu para 120 no início deste ano e, atualmente, está em 102. Redução de 80%

Sob a liderança do prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) está implementando um audacioso plano de reestruturação que busca não apenas adequar a companhia às normas legais, mas também promover importante economia nos gastos públicos, concretizado por meio de significativas mudanças.
Uma das ações mais impactantes deste plano será a demissão, nesta quinta-feira (10), de 668 servidores aposentados. Estes funcionários, apesar de estarem oficialmente fora de atividade, ainda figuravam na folha de pagamento da empresa, gerando um inchaço desnecessário nos custos operacionais.
A retirada desses nomes representa um passo crucial na busca pela racionalização administrativa e financeira da Comurg.
Em paralelo, a estrutura diretiva da companhia também sofreu modificações substanciais. De uma composição que contava com nove diretorias, a Comurg agora operará com apenas três diretorias e um diretor-presidente, totalizando quatro diretores.
Além disso, desde o início de 2025, houve uma drástica redução no quadro de pessoal comissionado. Durante janeiro de 2024, a empresa possuía um total de 532 comissionados. Hoje, esse número foi reduzido para 102, refletindo uma diminuição de 80,82% e ainda reforçada pela demissão de 430 comissionados, demonstrando o compromisso com uma governança mais enxuta e eficaz.
As medidas adotadas se refletiram diretamente na redução dos gastos com pessoal. A folha de pagamento, que em janeiro de 2024 era de R$ 41 milhões, caiu para R$ 30 milhões um ano depois, representando uma economia de 27,2%. Esta racionalização também está alinhada com a legislação, visto que, segundo o prefeito Mabel, 412 dos servidores demitidos não poderiam estar na ativa em função de uma legislação federal vigente desde 2019.
Para garantir que as demissões ocorram de forma transparente e justa, a companhia investiu cerca de R$ 33.486.732,60 em subvenções destinadas ao pagamento de FGTS atrasados, verbas rescisórias e outras obrigações trabalhistas. Todo o processo será concluído com a homologação dos desligamentos junto ao sindicato dos trabalhadores.
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Segundo Cleber Aparecido Santos, presidente da Comurg, todos os direitos dos servidores estão sendo respeitados durante esta transição. Além de indenizações completas, os trabalhadores desligados ainda terão garantia de plano de saúde pelo IMAS por mais 12 meses após o desligamento, reafirmando o compromisso da gestão com a humanidade e a transparência.
A atual administração da Comurg não apenas se preocupa com o cumprimento das obrigações legais, mas também pretende fortalecer o relacionamento com os fiscalizadores estaduais, como o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e o Ministério Público Estadual (MP-GO). A prioridade é garantir responsabilidade fiscal, valorização dos servidores e, acima de tudo, uma gestão que preze pela eficiência e compromisso com o bem-estar da população goianiense.
Com todos esses esforços, a Comurg se prepara para um novo capítulo em sua história, sob a missão de servir melhor à cidade de Goiânia, promovendo desenvolvimento sustentável, responsabilidade social e uma gestão pública cada vez mais integrada e eficiente.

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