Mabel consegue prazo para colocar Goiânia no programa federal "Escola em Tempo Integral"
Após Rogério Cruz rejeitar o investimento federal, o prefeito eleito tem até esta sexta-feira (08) para enviar toda documentação ao MEC e ao FNDE

Em um esforço para reverter a exclusão de Goiânia do Programa Escola em Tempo Integral, o prefeito eleito Sandro Mabel (UB) foi a Brasília negociar com o Ministério da Educação (MEC) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) um prazo para que a cidade ainda possa participar do programa. Após a gestão atual, sob Rogério Cruz (SD), ignorar a verba federal destinada à educação, Mabel conseguiu um prazo até esta sexta-feira (08) para que a Secretaria de Educação envie a documentação necessária.
O programa federal visa incentivar a expansão do ensino integral no país, oferecendo R$ 1.639,22 por aluno ao ano, além de R$ 1,37 per capita destinados à alimentação dos estudantes. Para Goiânia, a estimativa de fomento é de R$ 3,2 milhões, beneficiando 1.890 matrículas. A ampliação das vagas de tempo integral é uma meta reconhecida a nível nacional, municipal e estadual.
A equipe de transição do prefeito eleito está trabalhando intensamente para reunir toda a documentação exigida. Em nota, Sandro Mabel afirmou que entrou em contato com a atual administração para entender a decisão de não participar do programa. A vereadora Kátia Maria (PT) também buscou esclarecimentos da gestão Rogério Cruz.
"O prefeito eleito considera relevante o aumento da oferta deste tipo de vagas na capital", destacou a equipe de Mabel.
Durante a visita ao MEC, acompanhado pela deputada federal Flávia Morais, Mabel discutiu não apenas a participação no programa, mas também a possibilidade de obter recursos para a construção e reforma de Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis) e para a qualificação de professores.
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Em resposta, a Secretaria Municipal de Educação alegou que a contrapartida exigida pelo MEC não é compatível com as condições atuais da gestão. A secretaria mencionou a necessidade de o Estado absorver alunos do 6° ao 9° ano ou converter unidades existentes para tempo integral, o que reduziria o número de vagas disponíveis. A criação de novas unidades específicas não foi considerada viável devido aos prazos estipulados pelo MEC.
Atualmente, a rede municipal conta com 46 unidades educacionais de tempo integral, atendendo 10.304 estudantes. A reportagem tentou contato com o titular da pasta de educação para mais informações, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.
O espaço permanece aberto para futuras declarações.

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