Mabel anuncia que Goiânia voltará a ter mutirões de retirada de cabos irregulares
Segundo Mabel, o levantamento feito durante os trabalhos identificou aproximadamente 75 mil linhas antigas, pertencentes a operadoras extintas, como a Telegoiás, que não funcionam mais.

O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), participou nesta quinta-feira (9) de uma reunião com o Ministério Público de Goiás (MP-GO), representantes da Equatorial Goiás e operadoras de telecomunicações para discutir a reformulação e retomada do Programa Cidade Segura, voltado ao ordenamento e retirada de fios soltos e inutilizados dos postes da capital. O encontro ocorreu na sede do MP-GO, no Jardim Goiás.
A iniciativa busca intensificar a fiscalização sobre a fiação aérea e garantir a destinação correta dos cabos recolhidos. O programa também deve ser transformado em política pública permanente, conforme articulação entre o Município e o Ministério Público.
Idealizado em 2023 pelo promotor de Justiça Carlos Alexandre Marques, então titular da 8ª Promotoria de Justiça de Goiânia, o projeto já retirou dezenas de toneladas de cabos sem uso em diferentes regiões da cidade, em quatro etapas executadas em parceria com a Equatorial Goiás e empresas de telecomunicações.
Prefeito anuncia início das ações em novembro
Em coletiva após o encontro, Mabel informou que as equipes das empresas de telecomunicações devem começar a retirada dos cabos antigos em novembro. “Já começamos há uns 15 dias as reuniões de organização. Eles trouxeram um plano para iniciar, e acredito que em novembro já teremos equipes nas ruas recolhendo cabos e arrumando as redes”, afirmou o prefeito.
Segundo Mabel, o levantamento feito durante os trabalhos identificou aproximadamente 75 mil linhas antigas, pertencentes a operadoras extintas, como a Telegoiás, que não funcionam mais. “Vamos buscar as empresas sucessoras e responsabilizá-las. Enquanto isso, vamos acertar com os próprios operadores e com a Anatel para autorizar a retirada desses cabos antigos”, declarou.
O prefeito também destacou que o Município não permitirá que as partes envolvidas fujam da responsabilidade. “O que não pode acontecer é cada um empurrar o problema. Todos têm de assumir o que é seu e colaborar para resolver”, afirmou.
O projeto já passou por bairros como Vila Mutirão I e II, Jardim Planalto, Jardim Europa, Vila União, Centro, Setor Sul e Setor Campinas. A promotora de Justiça Alice de Almeida Freire, titular da 7ª Promotoria de Goiânia e responsável atual pela 8ª PJ, afirmou que o MP-GO seguirá cobrando ações efetivas das empresas.
“Estamos reforçando a nossa disponibilidade para dar continuidade ao projeto, auxiliando o Município no que for preciso”, disse. Ela destacou que o objetivo é uma Goiânia limpa, ordenada e sustentável, com impactos positivos de longo prazo na qualidade de vida da população.
Etapas e resultados do programa
O Programa Cidade Segura foi desenvolvido em etapas concentradas por bairros ou regiões. A fase-piloto, executada em Vila Mutirão I e II, Jardim Planalto, Jardim Europa e Vila União, resultou na organização dos fios e recolhimento de toneladas de cabos mortos, encaminhados pela Comurg a cooperativas de reciclagem.
A segunda etapa, no Centro e Setor Sul, removeu mais de 10 toneladas de cabos, enquanto a terceira, também na região central, ocorreu entre março e julho de 2024. Já a quarta fase, no Setor Campinas, iniciada em agosto de 2024, gerou cinco toneladas de material, doado à cooperativa Goiânia Viva.
De acordo com o MP-GO, o modelo implantado na capital inspirou outros municípios goianos, como Senador Canedo, Anápolis, Aparecida de Goiânia e Rio Verde, que já adotaram iniciativas semelhantes.

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