Mabel anuncia obras no trânsito, novas UPAs e revitalização do Centro; veja
Prefeitura projeta investir até R$ 4,5 bilhões até 2028 em obras viárias, saúde, educação, drenagem e recuperação do Centro. “Não vai faltar nem projeto e nem dinheiro. O ritmo será bom”, afirmou o prefeito

A Prefeitura de Goiânia prepara um megapacote de obras que promete mexer diretamente com o trânsito, a saúde, a educação e até a ocupação do Centro da capital. O plano, anunciado pelo prefeito Sandro Mabel durante a posse dos novos secretários municipais em abril, prevê investimentos que podem chegar a R$ 4,5 bilhões até 2028, com recursos vindos de financiamentos e parcerias nacionais e internacionais.
Segundo a gestão, a expectativa é investir pelo menos R$ 1,5 bilhão por ano entre 2026 e 2027, acelerando obras consideradas estratégicas para destravar gargalos históricos da cidade.
“Não vai faltar nem projeto e nem dinheiro. O ritmo será bom”, declarou Mabel ao apresentar o plano.
O maior volume de investimentos deve ficar concentrado na mobilidade urbana e infraestrutura. Entre as intervenções anunciadas estão novas trincheiras, pontes, passagens e ampliações viárias para reduzir congestionamentos em regiões críticas.
Entre os principais projetos aparecem obras na Avenida Perimetral Norte, a retomada de estruturas paradas, como a ponte da Castelo Branco, e a ampliação da Avenida Leste-Oeste em direção a Trindade e Senador Canedo. A proposta é transformar o corredor em uma via expressa com sincronização de semáforos para melhorar o fluxo do trânsito.
Outro eixo prioritário será a reestruturação da Avenida Goiás Norte, com duplicações e novas pontes. A Prefeitura também planeja pequenas ligações viárias em bairros cortados por córregos, como Jardim América e Parque Amazônia, para desafogar avenidas já saturadas.
“São obras que irão melhorar significativamente o trânsito da cidade”, afirmou o prefeito.
Na saúde, o plano prevê a construção de oito novas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). A proposta é substituir estruturas antigas consideradas inadequadas para reformas e ampliar a capacidade de atendimento.
Além das novas unidades, postos e centros de saúde devem passar por modernização. “A saúde vai ser meu foco muito forte”, reforçou Mabel.
A vice-prefeita Cláudia Lira confirmou ainda que duas dessas oito UPAs devem começar a sair do papel ainda neste ano.
Na educação, a Prefeitura anunciou a construção de oito novos CMEIs, ampliação de salas e investimentos em tecnologia. Segundo a administração, todas as salas da rede municipal já contam com lousas eletrônicas e cerca de 15 mil tablets estão sendo distribuídos aos estudantes. A gestão também informou reforço na merenda escolar, com aumento da oferta de proteínas.
Outro ponto central do pacote é a tentativa de recuperar o Centro de Goiânia. O programa “Morar no Centro” quer levar aproximadamente 3 mil famílias para a região, numa estratégia para estimular moradia, ampliar circulação de pessoas e aquecer a economia local.
O projeto inclui demolição de imóveis abandonados, restauração de fachadas históricas, reforço da iluminação e incentivo para novos empreendimentos.
“O Centro é o maior hub de transporte coletivo e de internet de fibra óptica, mas está abandonado. Vamos levar gente para lá, e o consumo vai gerar segurança e desenvolvimento”, afirmou Mabel.
Na área social, a Prefeitura trabalha para retomar a obra da Casa da Mulher Brasileira, no Setor Goiânia II, com investimento estimado em R$ 10 milhões. A obra havia sido interrompida após abandono por parte da empresa vencedora da licitação.
“A gente acredita que vai retomar, porque esse é um importante equipamento. Principalmente para a política das mulheres e para a área social”, disse Cláudia Lira.
A gestão também prevê reformas em unidades dos CRAS e CREAS, além de estudos para implantação de novos equipamentos voltados ao atendimento de mulheres vítimas de violência.
Outro problema histórico que entrou no radar do pacote é a Marginal Botafogo. A Prefeitura prepara projetos de macrodrenagem para reduzir os alagamentos recorrentes na região.
Segundo Cláudia Lira, a ideia inclui intervenções para desacelerar o escoamento das águas para o Córrego Botafogo, inclusive com possibilidade de implantação de piscinões.
O secretário municipal da Fazenda, Oldair Marinho, afirmou que a melhora da capacidade financeira do município abriu espaço para novas linhas de crédito.
“Agora têm aparecido muitos parceiros, inclusive entidades internacionais”, declarou.
De acordo com ele, instituições como BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica demonstraram interesse em financiar projetos da capital.
“Esse número que ele tem colocado é factível. Vai ser realmente investido em torno de R$ 1 bilhão por ano”, afirmou.
Parte das obras já está em preparação para licitação. Segundo a Prefeitura, sete projetos devem avançar inicialmente dentro de um conjunto de 19 obras prioritárias.
Entre as ações que já começaram está a revitalização do Lago das Rosas, um dos cartões-postais da capital. O investimento previsto é de R$ 2,7 milhões e inclui recuperação urbanística, reforço da iluminação, drenagem, playgrounds, academias ao ar livre, espaços pet, acessibilidade e recuperação de estruturas históricas em estilo Art Déco.
A expectativa da gestão é transformar o parque em um polo ampliado de lazer, esporte e turismo no coração da cidade.

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