Mabel afirma que “não vai recuar” sobre impedir camelôs na 44; veja vídeo
O prefeito descreveu a situação como uma "bagunça" e "desorganização", apontando para um conjunto de problemas gerados pela concorrência desleal

O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), reafirmou sua decisão de retirar os vendedores ambulantes das calçadas e entradas de galerias da Avenida 44, principal centro de comércio atacadista de confecções de Goiás.
"Nós não vamos recuar, não", declarou o prefeito, em meio a protestos e reclamações dos ambulantes.
Desde o dia 31 de março, a ordem para a fiscalização é de apreender e remover os ambulantes que desrespeitarem a determinação, o que gerou protestos no local. Na terça-feira (1º de abril), lojistas das galerias tiveram dificuldades para abrir seus comércios normalmente, pois os protestos afastaram a clientela durante a manhã.
Com um carro de som, os camelôs afirmaram que pretendem repetir os protestos diariamente até que as negociações sejam reabertas. Policiais militares e guardas civis acompanharam a manifestação. Lojistas reclamaram do prejuízo e apoiaram a ação do poder público.
Em entrevista coletiva no Paço Municipal, Mabel questionou a resistência dos ambulantes, destacando o número de lojistas regulares na região.
“Temos 13 mil lojistas na 44. Nós temos 6 mil na Feira Hippie. Por que 300, 400 têm que trabalhar ilegal?”, indagou.
O prefeito também criticou a insistência dos ambulantes em permanecer na Avenida 44, mesmo com as vagas oferecidas na Feira Hippie.
“Nós estamos dando uma banca para o cara de graça na Feira Hippie. Ele paga a taxa como os outros pagam também. Mas não [vai] estar comprando ponto em ponto lá, que é vendido por 80 mil reais. Ele está ganhando de graça”, insistiu Mabel.
Segundo o prefeito, a opção para os ambulantes é "escolher qualquer galeria que ele queira se instalar". Os camelôs, por sua vez, alegam que não tiveram uma indicação clara dos locais para onde serão realocados na feira e temem que sejam pontos "fracos de venda".
Em relação às lojas, alegam que não conseguirão pagar aluguel ou condomínio após o período de descontos que está sendo oferecido.
Mabel reafirmou que a disposição da prefeitura é de eliminar definitivamente a presença dos feirantes das ruas da 44.
"Nós não vamos dar conta. Vamos dar conta. Tem 13 mil pessoas que dão conta", disse o prefeito, referindo-se aos lojistas regulares.
O prefeito descreveu a situação como uma "bagunça" e "desorganização", apontando para um conjunto de problemas gerados pela concorrência desleal.
"Não são só ambulantes. Ali é um lojista que está vendo aquela confusão e já bota um pedaço da sua loja lá embaixo. Tem o carro-loja. O carro encosta em uma loja e sai vendendo", exemplificou.
Mabel comparou a ação com a fiscalização que tem sido intensificada nos bares e restaurantes da cidade.
“Não está obedecendo à lei, está fazendo confusão, está fora da lei? Fecha! Aí essa semana mais [de 80 bares] regularizaram. Então a cidade precisa pegar ordem”, reforçou o prefeito.
Para completar, o prefeito reiterou que tem ciência de que se tratam de pais e mães de família que precisam trabalhar, e disse que deu uma chance a eles.
"Agora eu não posso tirar a chance daquele monte de pessoas que estão trabalhando corretamente e que esse pessoal fica tumultuando e nós estamos perdendo um monte de ônibus que deixam de vir para a cidade porque se sente inseguro naquela região", completou.

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