O ritmo de tramitação de projetos do Executivo na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara de Goiânia voltou a provocar tensão entre o Paço Municipal e o Legislativo. Segundo o prefeito Sandro Mabel (UB), propostas consideradas prioritárias para a gestão enfrentam demora para avançar, o que impacta diretamente serviços públicos.
Mabel negou que o problema poderia estar ligado diretamente ao deputado estadual Clécio Alves (PSDB), pai do atual presidente da CCJ, vereador Luan Alves (MDB). “Não, não acredito não. Clécio não apita nada, ele só faz bagunça. Dentro da Câmara ele não tem nenhum tipo de liderança”, afirmou. “São movimentos políticos, normais, são movimentos da oposição”, completou o prefeito.
Apesar da reflexão, Mabel criticou a demora na tramitação de alguns projetos considerados de urgência. "Goiânia não pode ficar esperando”, declarou o prefeito, ao criticar os impactos práticos. Segundo ele, a lentidão na CCJ já obrigou a Prefeitura a alterar estratégias em áreas essenciais, como a educação. “Tivemos que modificar a forma de distribuição de uniformes porque não aprova um projeto”, afirmou.
Apesar das críticas, o prefeito afirmou que mantém diálogo com o presidente da CCJ e que houve compromisso para destravar as matérias. “Eu falei muito com o presidente e ele fez um compromisso comigo que, passado o prazo, se não for distribuído, ele avoca os processos”, disse.
Em meio ao embate, a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) não abriu sessão nesta quarta-feira (22) por falta de quórum, após o retorno do Feriado de Tiradentes. O presidente do colegiado, Luan Alves (MDB), informou que a próxima reunião será realizada na quarta-feira (29), conforme o regimento interno.