Lula tenta palanque, “assedia” Perillo, mas ex-governador esquiva de aliança
Lula tem encontrado dificuldades em montar palanque para a corrida eleitoral deste ano no Centro-Oeste, incluindo o Distrito Federal (DF), região dominada por Bolsonaro (PL)

O ex-presidente Lula (PT), que tem encontrado dificuldades em montar palanque para a corrida eleitoral deste ano no Centro-Oeste, incluindo o Distrito Federal (DF), região dominada por Bolsonaro (PL), tem tentado se aproximar do ex-governador Marconi Perillo (PSDB) e assediado com propostas de aliança para barrar a reeleição do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil).
No entanto, apesar de os resultados da pesquisa Serpes, contratado pela Associação Comercial e Industrial de Goiás (Acieg), que coloca Lula na liderança da corrida presidencial em Goiás, com 40% da preferência dos pesquisados, enquanto Bolsonaro tem 27,8%, Perillo estaria se esquivando das propostas.
Perillo, à Folha de São Paulo, citou sua história no PSDB, alegou que está há 14 anos sem falar com Lula e que teria dificuldades de explicar uma aliança com o PT, o “preço poderia ser muito alto”.
"Tenho uma história no PSDB e pagaria alto preço se desviasse minha biografia por conta de um projeto de curto prazo", disse.
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Lula corre atrás do prejuízo para viabilizar sua candidatura à presidência da República, se reunindo com lideranças de todo o Brasil, fechando acordos e se fortalecendo para enfrentar Bolsonaro.
O ex-governador Marconi Perillo (PSDB) avalia candidatura própria e decide em abril ou maio se sai candidato ao Governo de Goiás, como oposição à tentativa de reeleição a Ronaldo Caiado (DEM), ou ao Senado, de acordo com os resultados de pesquisas, que mostrará a melhor caminho político.
Em entrevista ao site O Popular, Perillo diz que as eleições de 2022 deve ser de retomada ao “campo normal da política” com nomes de candidatos experientes e com resultados apresentados, ou seja, um contraponto do que aconteceu em 2018, quando a população optou por novos nomes “com todo aquele falso moralismo” e projetos mirabolantes.
“Eu não tenho projeto pessoal ou qualquer tipo de vaidade ou estresse para voltar a exercer algum cargo. Projeto tem de ser coletivo. Colocarei o meu nome à disposição se perceber que há uma vontade política e, principalmente, social, do eleitorado, da população, para que eu possa contribuir com o Estado”, disse Perillo.
Essa observação é feita após análise do resultado da pesquisa Serpes, que coloca Perillo em segundo lugar na corrida eleitoral ao Governo de Goiás e em primeiro para o Senado.

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