Lula 3 causa rombo recorde em empresas públicas

As estatais federais acumulam déficit primário de R$ 18,5 bilhões no terceiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva, excluindo Petrobras e bancos públicos — o maior da série histórica para o período, segundo dados do Banco Central.
O pedido de socorro dos Correios, com empréstimo de R$ 20 bilhões e plano de reestruturação, reacendeu o debate sobre a gestão das empresas públicas e o impacto nas contas do governo. Especialistas apontam causas variadas: desde uso político das estatais e nomeações sem qualificação, até investimentos de longo prazo e custos elevados, agravados por pressões macroeconômicas, inflação e crise energética global.
Segundo a economista Elena Landau, os déficits refletem uma filosofia de gestão política, com gastos em propaganda, pessoal e obras alheias à atividade-fim das empresas. Já o economista Jason Vieira destaca fatores estruturais, como baixa competitividade, necessidade constante de subsídios e inércia regulatória de companhias como os Correios.
Outras estatais com desempenho negativo incluem CBTU, Embrapa, Infraero e Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares. O Banco do Brasil também registrou queda de 60% no lucro do 2º trimestre, impactando o payout aos acionistas.
Especialistas alertam que, embora fatores externos influenciem, decisões administrativas e governança têm grande peso nos resultados das estatais.

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