Lucélia Rodrigues assume o PL Mulher e mira vaga de deputada federal
Vítima de crime que chocou o Brasil em 2008, missionária é aposta de Gustavo Gayer e Damares Alves

A missionária Lucélia Rodrigues, que em 2008 estampou as manchetes nacionais como vítima de um brutal caso de tortura no Setor Marista, em Goiânia, foi confirmada como a nova presidente do PL Mulher na capital. O movimento, articulado diretamente pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e pela senadora Damares Alves, lança Lucélia como pré-candidata a deputada federal para 2026.
A escolha de Lucélia para o comando da ala feminina do partido não é por acaso. Aos 12 anos, ela foi resgatada pela polícia acorrentada e amordaçada, após sofrer agressões contínuas de sua então tutora. Hoje, aos 30 anos, sua história de superação é vista pela cúpula do PL como um trunfo para dialogar com o eleitorado conservador, cristão e com mulheres que buscam representatividade em pautas de direitos humanos e proteção à criança.
Nesta sexta-feira (13), Lucélia selou a entrada no partido em reunião com o deputado federal Gustavo Gayer. Em vídeo publicado nas redes sociais, Gayer destacou a "história maravilhosa" de vida da missionária e confirmou que ela integrará a chapa federal do PL. "Estamos recebendo alguém que tem uma trajetória de muita força", afirmou o parlamentar.
Lucélia deixa o PSD, partido pelo qual disputou a Câmara Municipal de Goiânia, para integrar o projeto nacional de Jair Bolsonaro. A filiação oficial está marcada para o dia 23 de março, em Brasília, em um evento que deve contar com toda a liderança feminina da sigla.

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