LOA de Goiás, com receita de R$ 53 bilhões, começa a tramitar na Alego
A primeira audiência pública sobre o tema está marcada para o dia 22 de outubro, sob coordenação da Comissão de Tributação, Finanças e Orçamento, presidida pelo deputado Wagner Camargo Neto (SD)

A proposta de Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2026 do governo de Goiás começa a tramitar neste mês, com previsão de investimento recorde de R$ 4,79 bilhões. A primeira audiência pública sobre o tema está marcada para o dia 22 de outubro, na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), sob coordenação da Comissão de Tributação, Finanças e Orçamento, presidida pelo deputado Wagner Camargo Neto (SD).
O secretário de Economia, Sérvulo Freire, irá apresentar os detalhes do projeto, que estima uma receita total de R$ 53,4 bilhões para o próximo ano.
A LOA de 2026 representa um avanço de 13,8% em relação à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025. A Receita Corrente Líquida (RCL) está projetada em R$ 47,3 bilhões, valor que fundamenta os cálculos de despesas com pessoal e as chamadas emendas impositivas – mecanismo pelo qual parlamentares destinam recursos a projetos específicos. As diretrizes macroeconômicas do orçamento se apoiam em projeções de crescimento do PIB de 1,85% e inflação de 4,5%, segundo estimativas do Boletim Focus do Banco Central.
Segundo a Secretaria de Economia, o cenário esperado para 2026 é de manutenção da solidez fiscal, apesar das incertezas do ambiente econômico nacional e internacional. O resultado primário projetado chega a R$ 663 milhões, superando a meta estipulada previamente para o período.
Infraestrutura, saúde e educação são prioridades
Destaque do orçamento, o montante de R$ 4,79 bilhões destinado a investimentos equivale a 8,4% do total previsto, com foco em três áreas consideradas estratégicas pelo Executivo estadual: infraestrutura, saúde e educação.
Para a malha rodoviária estadual, os aportes passam pelo Fundo Estadual de Infraestrutura (FUNDEINFRA), que receberá R$ 1,05 bilhão para modernizar e expandir vias, incluindo novas ligações estratégicas, obras de manutenção e pavimentação. A meta, segundo o governo, é melhorar a logística regional e fortalecer a integração produtiva entre municípios.
No setor da saúde, está prevista a abertura de 646 novos leitos até 2030 e a modernização da rede hospitalar, além de ações para o fortalecimento da atenção regional. Já na área da educação, o orçamento prevê a expansão das escolas em tempo integral, o atendimento educacional especializado e investimentos contínuos em infraestrutura escolar.
Equilíbrio fiscal e controle de gastos
A despesa total estimada para 2026 é de R$ 52,2 bilhões, com R$ 29,4 bilhões destinados à folha de pagamentos e encargos, representando 56,4% do orçamento — taxa considerada estável para os padrões do estado. Outras despesas correntes atingem R$ 15,4 bilhões. Já o serviço da dívida pública estadual será de R$ 1,37 bilhão, incluindo juros e amortizações de precatórios.
O governo afirma que não haverá necessidade de financiamentos adicionais do Tesouro Estadual. A avaliação da Secretaria de Economia é que o orçamento é “prudente e realista”, comprometido com a continuidade das políticas públicas e o cumprimento das metas fiscais estabelecidas.
A audiência do dia 22 marca o início formal da discussão do projeto na Alego, que poderá receber sugestões e alterações dos deputados estaduais antes da votação final.

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