Lixão atrás da PRF, em Porangatu, tem valas abertas para descarte de animais
O MP instaurou procedimento administrativo para fiscalizar a atuação do município e solicitou que a pasta informe se o local é utilizado para destinação de resíduos sólidos ou se é clandestino

O Ministério Público de Goiás (MPGO) solicitou que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Porangatu (409 km de Goiânia), preste informações detalhadas quanto à existência de um lixão localizado aos fundos da Unidade Operacional da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na BR-153.
De acordo com o órgão, há acúmulo de matéria orgânica e lixo, além de vala a céu aberto destinada ao descarte de carcaças de cães e gatos.
O MP instaurou procedimento administrativo para fiscalizar a atuação do município e solicitou que a pasta informe se o local é utilizado para destinação de resíduos sólidos ou se é clandestino; se existe licenciamento ambiental para uso da área para essa finalidade; se houve alguma forma de tratamento ou preparação do local para receber os resíduos sólidos, ou se os dejetos são despejados em solo nú, entre outras questões.
O promotor Rafael Correa Costa, da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Porangatu, aponta que o cenário encontrado no local “propicia vetores de transmissão do leishmania”, inseto conhecido como mosquito palha, causador da leishmaniose visceral, doença que atinge pessoas e animais, principalmente o cão. Segundo ele, o aumento de cães e gatos na rodovia aumenta o risco de acidentes.
Animais abandonados e descartados
O promotor também questiona se há controle da destinação de carcaças de animais no local, quais as providências são adotadas para evitar queimadas no lixão, assim como para diminuir a população de animais no local. Também há dúvidas referentes à existência de aterro sanitário na cidade e, caso não haja, solicita que seja instalado.
Além disso, foi solicitado ao Centro de Zoonoses providências necessárias para recolher e dar destinação adequada à população de cães e gatos existente no lixão localizado nas proximidades da PRF, bem como outras providências que se mostrem adequadas para diminuir o risco de agravos à saúde pública.

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