Julgamento de Bacellar no STF será virtual e pode torná-lo réu
A Primeira Turma do STF irá analisar a denúncia da PGR contra Rodrigo Bacellar entre 14 e 21 de agosto. O pedido de mudança para sessões presenciais foi negado
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal programou o julgamento do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, para o período de 14 a 21 de agosto. A análise será feita em plenário virtual, conforme decisão do ministro Alexandre de Moraes.
A Procuradoria-Geral da República denunciou Bacellar e outros quatro indivíduos, incluindo o ex-deputado estadual TH Joias, por obstrução de uma investigação relacionada ao vazamento de informações sigilosas para o Comando Vermelho. A denúncia se refere à Operação Zargun, iniciada em setembro de 2025, que tem como objetivo desmantelar uma organização criminosa.
A defesa de Bacellar pleiteou que o julgamento fosse transferido para sessões presenciais, mas o pedido foi negado. O ministro Alexandre de Moraes afirmou que o formato virtual não compromete a discussão e que a defesa pode fazer sustentação oral, desde que envie o material eletrônico 48 horas antes da votação.
Se a maioria dos ministros aceitar a denúncia, os acusados se tornarão réus e enfrentarão uma ação penal no STF. O colegiado que apreciará o caso é composto por Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
De acordo com a PGR, os denunciados, com suas ações, tentaram prejudicar o andamento da Operação Zargun. A operação investiga variados crimes, entre eles tráfico internacional de armas, corrupção e lavagem de dinheiro, com foco em integrantes do Comando Vermelho.
A decisão de manter o julgamento em formato virtual poderá impactar a estratégia da defesa. O desenrolar do caso deverá ser observado com atenção, uma vez que a condenação ou absolvição dos acusados terá repercussões importantes em âmbito judicial e político.

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