Irmão de vereador goiano é preso na Europa acusado de explorar mulheres
De acordo com a polícia local, Ilamar foi acusado de 16 crimes, que teriam ocorrido entre 2017 e 2020. O jornal irlandês Irish Independent publicou que o goiano alugou usados no esquema de prostituição

Ilamar Rodrigues Ribeiro, de 52 anos, irmão do vereador Wilmar Rodrigues Ribeiro (PP), de Santa Rosa de Goiás (86 km de Goiânia), conhecido como Gordim do Binel, foi preso na Irlanda na última quinta-feira (16) após aterrissar no Aeroporto de Dublin, capital do país europeu. O brasileiro é suspeito de envolvimento em um esquema de prostituição e exploração sexual.
De acordo com a polícia local, Ilamar foi acusado de 16 crimes, que teriam ocorrido entre 2017 e 2020. O jornal irlandês Irish Independent publicou que o goiano usou documentos em nomes de outras pessoas para alugar imóveis no país. Os enderços eram em questão eram usados no esquema de prostituição. Ilamar é ainda alvo de duas acusações de lavagem de dinheiro.
A reportagem entrou em contato com o vereador, que afirmou estar ciente da situação do irmão na Europa. No entanto, pediu para que fosse contactado em outro momento para que houvesse um pronunciamento sobre o caso. Ele não chegou a confirmar se a família está tomando alguma medida junto às autoridades brasileiras.
De acordo com O Globo, no sábado (18), o brasileiro teve negado um pedido de pagamento de fiança. As autoridades locais alegaram que havia o risco dele tentar escapar da Irlanda. Por meio de um intérprete, Ilamar Ribeiro disse que permaneceria no país enquanto o julgamento não acontecesse, residindo na casa da ex-mulher. O brasileiro seguirá detido.
Investigação
O brasileiro deverá novamente se apresentar ao tribunal na próxima quinta-feira (23). A investigação que identificou o envolvimento de Ribeiro no esquema contou com a cooperação da Interpol, da Europol, além de autoridades do Brasil, Reino Unido, Bélgica e Espanha.
Ilamar Ribeiro teria um "papel central na organização da prostituição na Irlanda", segundo declarou o detetive-sargento John Ryan, durante a sessão do tribunal de sábado. Ele também atuou para aliciar "jovens mulheres vulneráveis", acrescentou o detetive. Ainda de acordo com Ryan, o brasileiro não tinha nenhuma fonte de rende legítima no país, além de nunca ter declarado imposto de renda.

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