Investigações descartam envolvimento em corrupção e apontam Márcio Corrêa como vítima de difamação
Em resposta às graves acusações, o prefeito acionou imediatamente a Procuradoria do Município, que registrou uma ocorrência na Polícia Civil

Polícia Civil de Goiás deflagrou a Operação Poder de Fachada, nessa quarta-feira (3), que resultou na execução de mandados de busca e apreensão contra Alexandro Pereira do Nascimento e Luis Guimarães, acusados de tráfico de influência. A operação veio à tona após a utilização indevida do nome do prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), no que se reporta como um esquema de corrupção que visa manchar sua imagem.
As apurações indicam que não há qualquer indício de participação direta do prefeito no possível esquema. Em resposta às graves acusações, Márcio Corrêa imediatamente acionou a Procuradoria do Município, que registrou uma ocorrência na Polícia Civil e solicitou a abertura de uma investigação formal.
As denúncias surgiram em meio a uma alegação de cobrança de propina para a liberação do alvará de funcionamento da empresa Aurora da Amazônia Terminais e Serviços LTDA (Aurora AEDI).
O advogado da aurora deu maior visibilidade ao assunto ao afirmar em podcasts que a empresa foi abordada por um operador que se apresentou como representante do prefeito, solicitando a quantia de R$ 7 milhões para garantir a autorização de funcionamento da nova instalação do porto seco do Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia). A menção ao nome de Corrêa gerou uma ampla repercussão política e midiática, especialmente considerando que o prefeito assumiu o cargo há poucos meses.
As investigações conduzidas até o momento revelam que os indivíduos envolvidos não possuem quaisquer vínculos com o prefeito ou com membros de sua administração. Evidências sugerem que eles atuaram de forma independente, sem autorização ou contato prévio com autoridades da Prefeitura.
A continuidade das apurações é vital, pois há suspeitas de que as alegações constituem uma tentativa deliberada de difamação, com o objetivo de prejudicar a imagem do prefeito em um momento delicado de sua gestão. Fontes próximas ao caso afirmam que a inocência de Márcio Corrêa será provavelmente confirmada na conclusão do inquérito, que ainda está em andamento.
Caso comprovadas as irregularidades, os acusados poderão ser indiciados por tráfico de influência, crime que implica solicitar vantagens indevidas em nome de uma autoridade e prometer influenciar decisões do poder público. As penas para este crime variam de quatro a cinco anos de prisão, e as investigações devem ser concluídas em aproximadamente um mês.
Até o momento, a reportagem não conseguiu contato com os advogados dos investigados, mas o espaço permanece aberto para qualquer manifestação.

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