Incompetência da gestão Rogério Cruz causa desgaste na Câmara e relação com Policarpo azeda
Presidente da Câmara afirma que o Paço Municipal atrasou envio de Plano Diretor e agora joga responsabilidade para o Legislativo causando desgaste

O presidente da Câmara de Goiânia, Romário Policarpo (Republicanos) está revoltado sobre a forma em que a Prefeitura, sob comando de Rogério Cruz (mesmo partido), tem jogado responsabilidades e gerado desgastes ao Legislativo.
À TV Câmara, Policarpo reclamou que havia cobrado a prefeitura sobre o envio do Plano Diretor há muito tempo, mas não recebeu retorno. O vereador considerou o posicionamento do Executivo como grave, pois, atualmente a Capital está travada devido à falta de agilidade nos processo públicos.
“As consequências disso podem ser muito graves para a cidade de Goiânia. Hoje você não consegue tirar, por exemplo, um uso do solo que é o documento básico para todos os processos que se abrem envolvendo a Prefeitura. Isso é muito sério e grave”, afirmou.
Policarpo lembrou que havia pedido o repasse dos projetos há meses e somente agora, parcialmente, foram entregues. Para o presidente, a prefeitura joga sobre a Câmara um desgaste que não dela, pois toda a proposta precisa ser lida e discutida com as classes goianienses o que demanda tempo.
“Já havia relatado há muito tempo a necessidade da prefeitura enviar esses projetos, mas não enviava. Só os projetos que chegaram não resolvem o problema porque com a atualização do Plano Diretor todas essas leis precisam ser analisadas, pois elas deixam de ter validade. Confesso que não entendi qual foi a justificativa que o Paço teve para o atraso dessas leis porque estamos falando de mais de seis meses passados dessa aprovação e o que esperamos é fazer o mais breve possível, mas vamos fazer minuciosamente conversando com a sociedade”, desabafou.
Esta não é a primeira vez que a relação entre Cruz e Policarpo azedou. Em 20 de maio, os vereadores ficaram na bronca com a petulância, prepotência e falta de competência política do secretário de Finanças de Goiânia, Vinícius Henrique Alves, apesar de negar, tudo com anuência do prefeito Rogério Cruz.
Gerindo mal os recursos públicos, o secretário e o prefeito pressionaram o presidente da Câmara exigindo que o Legislativo devolvesse parte do duodécimo, quase R$ 31 milhões. Leia mais aqui

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