Impeachment de Moraes: Veja deputados goianos que assinaram documento
presidente do Senado, Rodrigo Pacheco disse aos deputados e senadores que encaminhará o documento para análise técnica da Advocacia do Senado

Parlamentares de oposição entregaram, nesta segunda-feira (9), ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Pacheco disse aos deputados e senadores que encaminhará o documento para análise técnica da Advocacia do Senado. Ele sugeriu que o pedido passe ainda pelo crivo da Mesa Diretora e dos líderes partidários da Casa.
O senador afirmou que "qualquer que seja" a decisão do Senado, essa será "fundamentada".
O documento teve 151 assinaturas. Dessas, oito são de parlamentares goianos:
-Célio Silveira (MDB),
-Daniel Agrobom (PL),
-Gustavo Gayer (PL),
-Ismael Alexandrino (PSD),
-Magda Mofatto (PRD),
-Professor Alcides (PL),
-Silvye Alves (UB) e Zacharias Calil (UB).
No entanto, outros 9 deputados de Goiás são contra a investida ao ministro e não assinaram o documento:
-Adriana Accorsi (PT),
-Adriano do Baldy (PP),
-Flávia Morais (PDT),
-Glaustin da Fokus (Podemos),
-Jeferson Rodrigues (Republicanos),
-José Nelto (UB),
-Lêda Borges (PSDB),
-Marussa Boldrin (MDB) e
-Rubens Otoni(PT)
Moraes é relator na Corte de inquéritos sobre fake news e milícias digitais, além das diversas frentes de investigação sobre os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e também de uma suposta tentativa de golpe de Estado para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder.
O documento diz que:
O inquérito das fake news foi mantido mesmo depois de ter sido considerado "inconstitucional pela Procuradoria-Geral da República, pois, além de ignorar princípios fundamentais, não possui fato específico ou investigado determinado, violando o sistema acusatório e as garantias constitucionais";
Cita reportagem do jornal Folha de São Paulo, segundo a qual o gabinete do ministro "escolhia" pessoas a serem investigadas pelo órgão de combate à desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que já foi presidido por Alexandre de Moraes;
Critica a decisão de suspender o X, mencionando também as reportagens da Folha – a decisão originalmente individual do ministro foi confirmada pela Primeira Turma do STF.
"A Folha de São Paulo revelou mensagens que demonstram a intenção, por razões eminentemente políticas, de endurecer ações do STF contra a plataforma “X”, culminando em sua retirada do ar, ameaçando ainda, de censura e multa, mais de 200 milhões de cidadãos que não possuem qualquer envolvimento com os fatos, em uma intolerável demonstração de truculência e censura em massa, além de tomar medidas descabidas contra empresas e pessoas", diz o manifesto.

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