Grupo de Daniel e Caiado descarta vice de “bolso do colete”: agro e Entorno no páreo
Adriano da Rocha Lima e Pedro Sales estão fora do jogo, dizem aliados do Governo

O quebra-cabeça em torno da vice de Daniel Vilela (MDB) em 2026 começou a se desenhar. Apesar das especulações, nomes técnicos como Adriano da Rocha Lima (secretário-geral de Governo) e Pedro Sales (presidente da Goinfra) foram descartados nos bastidores pelo governador Ronaldo Caiado (UB) e pelo próprio Daniel. A avaliação do grupo caiadista é clara: não há espaço para uma vice “bolso de colete”, sem densidade política.
A ordem agora é buscar um vice que agregue força partidária e ajude a consolidar alianças. Três caminhos aparecem sobre a mesa: um representante do agronegócio, um político de peso do interior, ou um nome estratégico do Entorno do DF.
Entre os cotados, o nome do presidente da Faeg (Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás), José Mário (MDB), tem respaldo no setor rural e força no MDB. Outro que aparece é o ex-prefeito de Rio Verde, Paulo do Vale (UB), que se movimenta abertamente para ocupar a vaga — embora, nos bastidores, seu ímpeto seja visto como “queimada de largada”, causando ruídos entre aliados que o imaginavam como candidato a deputado federal.
O fato é que, com Caiado prestes a disputar a Presidência e Daniel assumindo o governo em abril, a escolha do vice passa a ser peça-chave para manter a base unida e ampliar a força eleitoral do MDB. E, ao contrário do que muitos apostavam, a decisão não será técnica, mas política até a raiz.
Por enquanto, o martelo ainda não foi batido. Mas já é certo que Adriano da Rocha Lima e Pedro Sales estão fora da lista. A sucessão de Caiado será jogada com pragmatismo: a vice de Daniel precisa agregar grupos e trazer votos, não apenas currículo.

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