Gracinha apresenta “pessoalmente” novos projetos do Goiás Social na Alego
Primeira-dama detalhou os novos: Dignidade, Família Acolhedora, Goiás Por Elas e Cofinanciamento Estadual da Assistência Social, com investimento de R$ 33 milhões.

Primeira-dama de Goiás, Gracinha Caiado foi à Assembleia Legislativa do Estado (Alego), na tarde desta terça-feira (07), para apresentar “pessoalmente” aos deputados e à imprensa os quatro novos projetos sociais que compõem o Goiás Social, com olhar a grupos específicos e intenção de romper com a pobreza.
Sobre o investimento para manter os programas, excluindo o Cofinanciamento, que já funciona e as mudanças se tratam de flexibilização, Gracinha fala de cerca de R$ 33 milhões para atender 10 mil idosos, 5 mil crianças e 3 mil mulheres.
São eles idosos com idade entre 60 e 65 anos, com o programa “Dignidade”; mulheres vítimas de violência doméstica com o “Goiás Por Elas”; famílias que possam acolher crianças e adolescentes em situação de violência e pobreza com o “Família Acolhedora”; ainda a reformulação do Cofinanciamento Estadual da Assistência Social, que vai permitir os municípios trabalharem melhor, com maior flexibilidade e de forma menos restrita o uso dos R$ 38 milhões que serão repassados por ano pelo Governo do Estado por meio do Sistema Único de Assistência Social (Suas).
“O que nós queremos fazer é o que o governador diz, romper com esse ciclo de pobreza, dando ferramentas para que essas pessoas que vivem em vulnerabilidade possam sair. A gente não acredita que quem nasceu pobre tem que permanecer pobre a vida inteira. Se der condições de educação e ferramentas para que possa sair disso, não tenho dúvidas que teremos outra realidade no estado de Goiás”, explicou Gracinha sobre a intenção de ampliar o Goiás Social.
Tudo isso que coloquei aqui são coisas que as pessoas lá fora estão pedindo. Simplesmente colocamos no papel e trouxe aqui para vocês, para a Assembleia Legislativa
Gracinha detalhou cada um dos programas. Sobre o Goiás Por Elas, a primeira-dama destacou a violência que muitas mulheres sofrem dentro de casa, mas devido à dependência financeira se veem presas nessa situação.
“O primeiro projeto que eu queria citar é o Goiás Por Elas, aonde aquela mulher violentada, que sofreu violência familiar e não tem condições sequer de dar queixa, porque se sair de casa não tem um prato de comida, são mulheres que vivem na extrema pobreza e você precisa dar uma ferramenta para que essas mulheres tenham coragem de sair disso. Essa primeira ferramenta são R$ 300 para que elas possam tentar mudar o eixo da sua vida”.
Sobre o Família Acolhedora, Gracinha também destaca a violência infantil, mas ressalta o programa como forma de levar educação e modo de transformar vidas entregando futuro. Explicou que as famílias atendidas pelo projeto passarão por capacitação para que possam ter condições de receber essas crianças ou adolescentes.
“O segundo projeto é o Família Acolhedora, que atende, com um salário mínimo, crianças e adolescentes que sofreram violência e que estão na sua casa sem rumo e sem saber o que fazer. Já é um programa nacional, já existe em dois municípios aqui em Goiás, mas infelizmente no estado ainda não existe. E que outras famílias, em vários municípios, em todo estado de Goiás, possam receber essas crianças e adolescentes que sofreram violência. Essas famílias serão acolhidas, serão assistidas, serão capacitadas para receber essas crianças”.
Sobre o Dignidade, Gracinha destacou a assistência a idosos que já trabalharam pelo estado, deram sua contribuição, mas hoje já não conseguem emprego, às vezes devido à idade, outras
A gente não acredita que quem nasceu pobre tem que permanecer pobre a vida inteira. Se der condições de educação e ferramentas para que possa sair disso, não tenho dúvidas que teremos outra realidade no estado de Goiás
acometidos por problemas de saúde, mas que ainda não são atendidos por outros programas e vivem na dependência de sua família.
“O terceiro programa é o Dignidade, que onde, aquele idoso que vive na pobreza, que tem entre 60 e 65 anos, que já fez muito pelo nosso estado, mas que hoje já não consegue emprego, não conseguem trabalhar e vivem na dependência de sua família, que também não é possível receber o BPC [Benefício de Prestação Continuada] , que só consta depois dos 65 anos, esse idoso receberá R$ 300”.
Sobre o Cofinanciamento Estadual da Assistência Social, a primeira-dama explica que já é uma realidade. Se trata de uma verba a de cerca de R$ 38 milhões que são repassados por ano pelo Governo do Estado para os municípios por meio do Sistema Único de Assistência Social (Suas). No entanto, os Executivos municipais ficam engessados, já que a lei atual restringe muito as possibilidades de uso.
“O Cofinanciamento, que a gente já vem fazendo, mas o cofinanciamento atual, a lei tem três blocos de recebimento e os municípios ficam muito restritos em ter como gastar. E cada município tem sua individualidade, a sua necessidade. Então, o que estou trazendo aqui é uma forma para que esses municípios possam trabalhar melhor com essa verba, que eles recebem do cofinanciamento, que é tripartite, município, estado e Governo Federal”.
A primeira dama concluiu explicando que nos quatro anos da primeira gestão Caiado esteve nas ruas de Goiás, ouviu as demandas da população e colocou no papel.
“Tem que imaginar que durante esses quatro anos a gente tá na rua, estamos nos municípios. Você vai ouvindo as necessidades das pessoas. Tudo isso que coloquei aqui são coisas que as pessoas lá fora estão pedindo. Simplesmente colocamos no papel e trouxe aqui para vocês, para a Assembleia Legislativa”.

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