Governo interrope uso da vacina de dengue do Butantan e abre investigação para apurar mortes suspeitas

O Ministério da Saúde anunciou, nesta segunda (0, a suspensão temporária da aplicação da vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan. A medida foi tomada após o registro de reações adversas em pacientes imunizados, além de duas mortes suspeitas, o que levou a pasta a determinar a paralisação da campanha para a realização de novos estudos detalhados sobre o fármaco.
A decisão foi comunicada pelo Ministério da Saúde em entrevista coletiva, onde autoridades sanitárias reforçaram que o monitoramento é uma prática de rotina dentro do Programa Nacional de Imunizações (PNI). O objetivo, segundo a pasta, é garantir a segurança absoluta dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e avaliar se há necessidade de ajustes na estratégia de aplicação.
A decisão da suspensão envolve a Coordenação-Geral de Farmacovigilância, departamento responsável pela análise de causalidade em casos de reações a imunizantes. De acordo com o ministério, os relatos de efeitos adversos, embora preocupantes, não significam o descarte definitivo da vacina, mas sim uma etapa técnica cautelosa.
A vacina do Butantan, produzida integralmente no Brasil, foi incorporada ao PNI no início de 2024. Desde então, a estratégia de vacinação vinha sendo executada em etapas, focando inicialmente em cidades que apresentavam alta circulação do vírus e, posteriormente, expandindo para profissionais de saúde da atenção primária.
Até o dia 30 de maio, pouco mais de 500 mil doses haviam sido distribuídas em todo o país. O Ministério da Saúde ressalta que o país dispõe de outros imunizantes no SUS, como a vacina voltada para a faixa etária de 10 a 14 anos, que não integra esta análise de suspensão no momento.
Apesar da interrupção do cronograma do Butantan, o governo federal tranquiliza a população ao destacar que o Brasil não atravessa, no momento, um período de pico de casos de dengue — o qual costuma ocorrer no final e início de cada ano. A suspensão é tratada como um movimento preventivo, sem data definida para o retorno, até que estudos sobre a complexidade da vacina sejam concluídos e eventuais mudanças na aplicação sejam definidas pelo corpo técnico e especialistas do setor.

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