Gomide usa pesquisa falsa para espalhar fake news e atacar Márcio
Segundo a denúncia, o petista contratou o chamado tracking telefônico para, com a desculpa de realizar levantamento de intenções de voto, mas, na verdade, estava espalhando informações falsas contra seu adversário

A Justiça Eleitoral em Anápolis determinou que o candidato do PT, Antônio Gomide, suspenda imediatamente a realização de chamadas telefônicas para eleitores que, a pretexto de aferir intenções de voto, estão disseminando informações falsas contra o adversário Márcio Corrêa (PL).
Na decisão, o juiz Gleuton Brito Freire disse que o petista agiu de forma "dissimulada" para "driblar as defesas naturais do eleitor".
Segundo a denúncia feita à Justiça Eleitoral, Gomide contratou o chamado tracking telefônico para, com a desculpa de realizar pesquisa de intenções de voto para uso de sua equipe de campanha, espalhar fake news contra Márcio. Na sentença, o juiz eleitoral afirma que o descumprimento da medida de suspensão será punido com multa diária de R$ 10 mil.
O magistrado também solicitou um relatório das chamadas realizadas para calcular a extensão do dano sobre a campanha do candidato do PL.
"O elemento mais preocupante da conduta é sua natureza dissimulada", afirma o juiz Gleuton Brito Freire. "Ao se apresentar como pesquisa de opinião, a ação busca driblar as defesas naturais do eleitor contra a propaganda negativa, conferindo aparência de cientificidade a questionamentos tendenciosos e alegações difamatórias", disse.
Ainda segundo o juiz eleitoral, "a prática denunciada revela-se particularmente grave" porque reúne várias condutas "expressamente proibidas" pela legislação".
O magistrado afirma que, com ação dissimulada, Gomide usou de telemarketing para fazer propaganda eleitoral, disseminou fatos com potencial para desequilibrar o pleito e realizou pesquisa eleitoral sem o devido registro.
"Há o dano à honra do candidato, à lisura do processo eleitoral e ao direito da sociedade ao debate político qualificado e transparente", afirmou.

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