“Goiás Pode Mais” vira alvo de briga: PT e Marconi disputam slogan para campanha
PT afirma que registrou o nome da coligação quatro dias antes da federação liderada por Marconi Perillo e diz que não pretende abrir mão da marca. Impasse pode acabar no TRE-GO

Uma disputa política e jurídica começou a ganhar força na corrida pelo Governo de Goiás depois que PT e PSDB registraram o mesmo nome para suas coligações: “Goiás Pode Mais”. A coincidência colocou frente a frente dois dos principais grupos da eleição estadual e pode acabar sendo decidida pela Justiça Eleitoral.
O impasse começou após a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, aprovar oficialmente o nome “Goiás Pode Mais” durante a convenção realizada em 1º de agosto, em Goiânia. Quatro dias depois, em 5 de agosto, foi a vez da Federação PSDB/Cidadania, liderada pelo ex-governador Marconi Perillo, também oficializar exatamente a mesma denominação para sua coligação, que ainda reúne DC e PRTB.
A diferença nas datas passou a ser o principal argumento do PT para reivindicar prioridade sobre o uso do slogan.
O secretário de Organização do PT em Goiás, Kainann Santana, afirmou que o partido não pretende abrir mão da marca. “Nós registramos o nome primeiro, que foi sugerido internamente e teve aval de todos. Temos direito a permanecer com ele”, declarou.
Na mesma linha, o secretário de Comunicação do PT em Goiás, Nelson Galvão, disse acreditar que a antecedência do registro será determinante caso o caso chegue à Justiça.
“Eu não sei se foi plágio ou coincidência. Mas, pela lógica, eles é que vão ter que mudar o nome da coligação, porque nós registramos primeiro. Data na Justiça é coisa muito importante”, afirmou em entrevista ao Jornal Opção.
Nos bastidores petistas, a avaliação é de que o slogan já faz parte da identidade da campanha e, por isso, não há intenção de substituí-lo.
Do outro lado, a ata da convenção da federação liderada por Marconi Perillo confirma que o grupo também aprovou oficialmente o nome “Goiás Pode Mais” como identificação da chapa majoritária, indicando que os tucanos também pretendem manter a marca durante a campanha.
A situação abre espaço para uma possível disputa no Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO). Especialistas apontam que slogans eleitorais não possuem, automaticamente, exclusividade, mas o registro formal e a comprovação de uso anterior podem ser considerados em uma eventual análise judicial.
Caso não haja entendimento entre os dois grupos, o impasse poderá resultar em uma contestação formal na Justiça Eleitoral ou até mesmo em uma tentativa de acordo entre as campanhas para evitar um embate jurídico.
Além da questão legal, o episódio também ganha peso político. O uso simultâneo do mesmo nome por adversários diretos pode provocar acusações de cópia, alimentar a disputa entre os grupos e até gerar confusão entre os eleitores durante a campanha eleitoral.

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