Goiás anuncia IFAG para gerir recursos da "taxa do agro" e anuncia sete obras; veja onde
O fundo criado para alocar recursos da taxa do agro, conhecido como Fundeinfra, é a principal fonte de financiamento dessas obras. Desde sua implementação em janeiro de 2023, já arrecadou R$ 2,4 bilhões

O Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (IFAG), em uma parceria estratégica com o Governo de Goiás, anunciou as primeiras obras de infraestrutura nas rodovias estaduais, apoiando-se no financiamento gerado pela "taxa do agro". Este movimento marca o início de uma nova fase no desenvolvimento viário do estado, prometendo melhorar significativamente as condições de tráfego e fomentar o crescimento agropecuário regional.
A colaboração entre o IFAG e o governo estadual é vista como um passo fundamental para a execução eficiente das obras nas rodovias goianas, particularmente nas regiões sudoeste e central.
“O sucesso dessas iniciativas depende dessa sinergia entre o governo e o IFAG para garantir que os recursos sejam bem aplicados”, explicou um porta-voz do instituto.
Sete obras foram inicialmente anunciadas, com um investimento total de R$ 1,145 bilhão.
É o caso da GO-180 em Jataí, no trecho entre os entroncamentos da GO-467 e a GO-306. Também será feita uma ponte sobre o ribeirão Ponte de Pedra. A previsão para a entrega é março de 2028.
A GO-178, também em Jatai, foi dividida em dois lotes, o primeiro entre os entroncamentos da BR-364 e da GO-306. Nesse, as obras já começam em setembro e devem terminar em maio de 2027. O asfaltamento do segundo lote do entroncamento da GO-306 até Itarumã ainda depende da aprovação do anteprojeto, assim como as obras previstas para a GO-206 e GO-220, e por isso ainda não tem data certa para começar.
Ainda na região sudoeste, na GO-461, em Doverlândia, as obras começam entre setembro e outubro e vão do entroncamento da GO-194 ao da GO-221. A obra tem previsão de entrega para março de 2027.
No centro de Goiás, o asfaltamento na GO-147 começa mês que vem, na região da Estrada de Ferro, entre Bela Vista e Silvânia. E a entrega está prevista para março de 2027.
Escolher as rodovias passou por um criterioso estudo de potencialidades regionais, considerando as atividades já existentes e a capacidade de expansão agrícola e pecuária. Este modelo analítico, que foca num raio de 30 km a partir das estradas, visa maximizar o impacto positivo das obras nas economias locais.
O fundo criado para alocar recursos da taxa do agro, conhecido como Fundeinfra, é a principal fonte de financiamento dessas obras. Desde sua implementação em janeiro de 2023, já arrecadou R$ 2,4 bilhões, dos quais praticamente metade está sob gestão do IFAG. Este capital é destinado a melhorar a infraestrutura rodoviária, com foco em beneficiar o setor produtivo agropecuário.
O IFAG já articulou um aditivo contratual de R$ 400 milhões para abranger outras cinco obras de asfaltamento ainda não iniciadas, abrangendo regiões como Cocalzinho, Chapadão do Céu, e Pilar de Goiás. Contudo, um planejamento cuidadoso e uma avaliação minuciosa das obras atuais pela Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) determinarão a aprovação desses planos futuros.
“Queremos garantir que cada centavo seja bem empregado. Nosso foco é entregar resultados palpáveis para o produtor e não apenas projetos no papel”, afirmou Pedro Salles, presidente da Goinfra. A expectativa é que esses esforços conjuntos resultem em melhorias tangíveis para a infraestrutura estadual, fortalecendo assim o motor agropecuário de Goiás.
Estas iniciativas representam um passo significativo em direção à melhoria das condições de transporte no estado, com potencial para impulsionar o crescimento econômico e reforçar a posição de Goiás como um dos principais polos agropecuários do Brasil.

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