Goiânia vai receber R$ 126 milhões para Saúde; veja onde será investido
Grana pesada vai para cirurgias, exames de alta tecnologia e até novas unidades na Capital

Goiânia deve receber um reforço bilionário na saúde pública, com cerca de R$ 126 milhões previstos pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O pacote inclui desde obras de novas unidades até compra de equipamentos modernos e ampliação de serviços essenciais, com foco em reduzir filas e melhorar o atendimento.
A promessa de reforço na saúde da capital começa pela atenção especializada, que vai abocanhar a maior fatia dos recursos: cerca de R$ 98,3 milhões. Dentro desse montante, aproximadamente R$ 60 milhões serão destinados à compra de equipamentos para cirurgias gerais e oftalmológicas, numa tentativa de desafogar a demanda reprimida.
Outro ponto forte do investimento é a área de diagnóstico. Cerca de R$ 38 milhões devem ser aplicados na implantação e ampliação de serviços de imagem, com aquisição de aparelhos como ressonância magnética e tomógrafos — exames que hoje costumam ter longa espera na rede pública.
Na atenção primária, responsável pelo primeiro atendimento da população, o investimento previsto é de R$ 18,3 milhões. O dinheiro será usado para estruturar melhor as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), incluindo a compra de equipamentos e melhorias no atendimento.
Além disso, o pacote prevê obras importantes: uma nova UBS, com investimento de R$ 5,1 milhões, e um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), avaliado em R$ 3,1 milhões, ampliando a rede de atendimento em saúde mental.
Outras frentes também entram na lista. Cerca de R$ 5 milhões serão destinados à telessaúde, com foco no atendimento remoto e na integração dos serviços. Já R$ 5,8 milhões vão para ações de preparação e resposta a emergências sanitárias, enquanto R$ 359 mil serão aplicados no Complexo Industrial da Saúde.
Os investimentos chegam em meio à pressão constante da população por melhorias no sistema público. Agora, a expectativa gira em torno da execução das obras e da entrega efetiva dos serviços — porque, para quem depende do SUS, promessa sem resultado não resolve.
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