Goiânia reforça acolhimento durante frente fria e abriga mais de 2,5 mil pessoas
Abrigo emergencial e Casas de Acolhida oferecem proteção e alimentação a população vulnerável. Iniciativa da prefeitura integra ações de enfrentamento ao frio que atinge a capital

Em menos de um mês, a Prefeitura de Goiânia acolheu 2.566 pessoas em situação de rua como parte da força-tarefa para enfrentar as baixas temperaturas registradas na capital. A ação é coordenada pela Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh), por meio da ampliação da rede de acolhimento e da abertura de um abrigo emergencial.
Desde 19 de maio, quando o abrigo emergencial foi inaugurado na Rua 25-A, no Setor Aeroporto, 880 pessoas foram atendidas no local. Outras 1.686 passaram pelas unidades da Casa de Acolhida Cidadã I e II.
Os espaços oferecem pernoite, alimentação, kits de higiene, cobertores, agasalhos e atendimento com assistentes sociais. Equipes de abordagem social também percorrem pontos estratégicos da cidade para distribuir cobertores, refeições e orientar sobre os serviços disponíveis.
Com madrugadas em que a temperatura chegou a 13 °C, as ações foram intensificadas. O abrigo emergencial funciona 24 horas por dia e foi criado para garantir resposta rápida, dignidade e atendimento humanizado às pessoas em situação de vulnerabilidade.
Na primeira noite de funcionamento, 11 pessoas foram acolhidas. O prefeito Sandro Mabel afirmou que a ação integra uma política permanente da gestão municipal voltada às pessoas em situação de rua. “Estamos comprometidos com a população goianiense. Em noites como essas, não podemos permitir que ninguém enfrente o frio sozinho. Mobilizamos nossas equipes para garantir proteção e dignidade a essas pessoas”, disse.
A secretária municipal de Assistência Social, Erizânia Freitas, ressaltou que a ação vai além da oferta de itens básicos. “Não é apenas sobre distribuir cobertores. É sobre salvar vidas, garantir direitos e oferecer acolhimento. O frio é implacável para quem está nas ruas”, afirmou.
Ela também destacou a sensibilidade da gestão municipal. “Cada pessoa acolhida representa uma vida que merece respeito, cuidado e dignidade. O abrigo emergencial é uma resposta rápida, com escuta e olhar social. Queremos oferecer mais do que um teto: um recomeço.”
Segundo a Semasdh, a campanha de acolhimento deve seguir até o fim de julho — podendo ser prorrogada, caso as baixas temperaturas continuem.
Locais de acolhimento disponíveis:
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Casa de Acolhida Cidadã I – Avenida 24 de Outubro, nº 253 – Setor dos Funcionários.
Telefone: (62) 99207-7758 — atende mulheres e famílias. -
Casa de Acolhida Cidadã II – Rua 220, nº 887 – Setor Leste Universitário.
Telefone: (62) 99207-8306 — atende homens. -
Abrigo Emergencial (Setor Aeroporto) – Rua 25-A (antiga sede da Semas, atrás da Central de Óbitos).
Telefone: (62) 99210-5843 — atende homens, mulheres e crianças.

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