Goiânia fecha contrato de R$ 4,7 bilhões com a Comurg e vira a página do caos do lixo
Após queda brusca de receitas e repasses emergenciais, nova estrutura tenta blindar a limpeza urbana e ampliar atuação da Comurg

A Prefeitura de Goiânia deve oficializar nesta segunda-feira (6) um novo contrato com a Comurg no valor estimado de R$ 4,7 bilhões em cinco anos. A aposta da gestão é reorganizar os serviços urbanos, evitar improvisos e dar fôlego financeiro à empresa pública.
A nova contratação entre a Seinfra e a Comurg chega com 3,6 mil páginas e promessa de colocar ordem na casa. O documento foi aprovado pelo Comitê de Controle de Gastos e reorganiza serviços que já eram prestados, mas nem sempre pagos.
Na prática, a empresa passa a concentrar desde varrição, capina e coleta de lixo até paisagismo e manutenção de áreas verdes. A principal mudança é a operação integral do Aterro Sanitário, agora nas mãos da Comurg.
O contrato também cria uma espécie de “reserva técnica” para serviços sob demanda, como coleta seletiva, retirada de entulho e revitalização de espaços públicos — tentativa clara de evitar contratações emergenciais como as vistas em 2023 e 2024.
O reajuste mensal será de 5,17%, elevando o repasse para R$ 54,4 milhões. Segundo a prefeitura, é apenas correção inflacionária, sem aumento real de serviços.
Nos bastidores, o movimento tenta corrigir um desequilíbrio antigo: a Comurg executava mais de 100 serviços, mas recebia por apenas 33.
A mudança vem após um tombo nas receitas da empresa, que caiu mais de 30% de 2024 para 2025, forçando repasses emergenciais milionários.
Além de reorganizar a casa, o prefeito Sandro Mabel já mira expansão: quer abrir capital da Comurg e vender serviços para outras cidades, com uma nova marca no mercado.

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