Gleisi diz que partido vai trabalhar para garantir votos de Lula a candidatos petistas em 24
Com foco em 2024, Gleisi esteve em Goiás, nesta segunda-feira (19), para uma série de reuniões político-partidárias com lideranças de todo estado

Em Goiânia, a presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, defendeu que Goiás não é um estado de direita, mas sim “dividido” em relação a posições partidárias. Como argumento, a petista cita os 41,29% dos votos de Lula no 2º turno das eleições de 2022 que ajudou a vencer a corrida presidencial. A alegação foi feita apesar de, em Goiás, Jair Bolsonaro (PL) ter saído vitorioso, com 58,71% dos votos.
A presidente não nega que esses votos são de Lula e não necessariamente do PT. A estratégia para 2024 é conversar com os eleitores do presidente e garantir que esses 41% do eleitorado goiano reverta esses votos para o partido, ou seja, para os candidatos petistas que serão candidtos a prefeito e vereadores nas 246 cidades do estado.
“Não podemos dizer que Goiás é um estado de direita. É um estado que tem posições meio que divididas. Portanto nós temos condições de disputar o eleitorado, mostrar qual é o nosso projeto e de trazer isso como consequência às eleições locais”, disse. De acordo com ela, a tática é conversar com os eleitores que votaram em Lula e trazê-los os candidatos locais na disputa de 2024.
Gleisi esteve em Goiás, nesta segunda-feira (19), para uma série de reuniões político-partidárias. A agenda incluiu reuniões com a executiva estadual do partido, deputados federais e estaduais, prefeitos e vereadores. Gleisi se reuniu também com membros e com a militância da Federação Brasil da Esperança, com movimentos sociais e teve agenda exclusiva com mulheres.
Fortalecimento
Diante do atual cenário, o PT busca costurar alianças que viabilizem candidaturas pelo Brasil no ano que vem. Apesar de comandar a máquina pública, Gleisi pondera que isso ainda não foi discutido. Teoricamente o governo não se posiciona, a figura do presidente influencia quase que na mesma frequência.
“Obviamente que o presidente enquanto militante de um partido, de um campo político pode se posicionar, mas isso ainda não foi discutido. Estamos conversando internamente, temos visitado os estados para a gente poder agregar essa discussão e depois apresentar”, pontuou.

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