Glaustin diz que esperava "bom senso" e Nelto defende "autonomia" dos poderes
A Primeira Turma do STF finalizou o julgamento e condenou, nessa quinta-feira (11), o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão na ação que apurou um plano de golpe de Estado

Em meio ao acirramento das tensões políticas, o julgamento de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) tem gerado reações variadas entre parlamentares de Goiás. Deputados expressam suas opiniões sobre o desenrolar do processo e as possíveis implicações para o futuro do país.
A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) finalizou o julgamento e condenou, nessa quinta-feira (11), o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão na ação que apurou um plano de golpe de Estado após as eleições de 2022. Além da prisão, Bolsonaro também foi condenado a 124 dias multa, no valor de dois salários mínimos o dia.
Glaustin da Fokus ressaltou o clima de incerteza que permeia o Congresso.
"Sobre o julgamento de Bolsonaro, o clima no Congresso é exatamente o que todo mundo está percebendo, uma distorção entre ministros. Ontem, o ministro [Fux] seguiu um caminho um pouco diferente do que o Alexandre de Moraes colocou, do que o ministro Flávio Dino mencionou. Nossa expectativa era algum bom senso, talvez um voto da Cármen Lúcia pudesse resultar em um empate," afirmou da Fokus, revelando sua torcida por um resultado equilibrado.
A posição do Judiciário também foi defendida por José Nelto, que destacou a importância da autonomia das esferas de poder.
"O Judiciário é igual ao Congresso Nacional. Você tem votações apertadas que impactam o país. Na democracia, na separação dos poderes, o ministro tem o direito de dar o seu voto. Você não pode criticar o Fux, nem o Alexandre de Moraes. A importância da democracia é a independência do poder judiciário," disse Nelto, referindo-se à diversidade de opiniões como um pilar democrático.
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Quando questionado sobre as possíveis consequências do julgamento para as eleições de 2026, Nelto foi cauteloso.
"Ninguém sabe o que vai acontecer amanhã. Seria leviano afirmar se o julgamento interferirá nas eleições. Temos que trabalhar muito, buscar apoio político e desenvolver um programa de governo consistente," finalizou.
As declarações refletem um panorama de expectativas e incertezas em um cenário político cuja dinâmica é constantemente redefinida por decisões judiciais de grande repercussão. Os desdobramentos do julgamento de Bolsonaro poderão influenciar não apenas o momento atual, mas traçar novos caminhos para o futuro político do Brasil.

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