Gestão Vilela entra com representação no TCM contra Vilmar Mariano
A Secretaria da Fazenda de Aparecida de Goiânia informou que a dívida deixada pela última gestão chega a R$ 425 milhões

O secretário de Transparência, Fiscalização e Controle de Aparecida de Goiânia, Rafael Rezende Peres de Lima, abriu uma representação no Tribunal de Contas dos Municípios do Estado de Goiás (TCM-GO) contra o ex-prefeito Vilmar Mariano e o ex-secretário da Fazenda, Einsteins Almeida Ferreira Paniago. As dívidas deixadas pela antiga gestão já somam mais de R$ 425 milhões.
No pedido protocolado no TCM, o secretário afirma que após o resultado das eleições de 2024, a equipe de transição do então prefeito eleito Leandro Vilela (MDB), solicitou que os procedimentos de contratação em trâmite fossem comunicados para análise e conhecimento prévio. O pedido seria para ajustar as contas da cidade, visto que a liquidação das despesas, além de afrontar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), comprometeriam o exercício de 2025.
A equipe de Vilela também solicitou que fossem suspensos novos procedimentos de contratação. “No dia 03/12/2024, após a ausência de resposta, a equipe de transição enviou nova solicitação. Na oportunidade, fora reiterado o conteúdo do documento anterior, bem como listados novos procedimentos que foram identificados, cujo montante total perfazia o elevado valor de R$128,3 milhões. Após a reunião ocorrida no dia 8/12, a Comissão de Transição reiterou a necessidade de manutenção da paralisação dos procedimentos”, diz o documento.
Falha ao priorizar pagamentos
Rafael Rezende também destaca o que mostrou o G5News nesta semana. O ex-prefeito optou por 'torrar' R$ 135 milhões com fornecedores em dezembro, último mês de seu governo, em vez de quitar a folha salarial dos servidores municipais. O montante seria suficiente para cobrir dois meses de salários, considerando que cada folha bruta gira em torno de R$ 58 milhões (incluindo impostos como INSS e Aparecida Prev).
“Os ex-gestores municipais deram prioridade ao pagamento de fornecedores em detrimento do pagamento das rescisões e da folha dos servidores referente ao mês de dezembro de 2024. O noticiado descompromisso fiscal representa uma dívida, apenas com essas duas despesas, no montante de R$70,8 milhões. Além da dívida, deve-se considerar, ainda, a possibilidade de paralisação das categorias de trabalhadores em razão da ausência de pagamento de seus salários”, concluiu.
O secretário da Fazenda de Aparecida de Goiânia, Carlos Eduardo de Paula Rodrigues, informou na quarta-feira (8), que após descobrir 248 processos engavetados pela equipe de finanças do ex-prefeito, a dívida do município para R$ 425 milhões. Apenas nestes processos são R$ 95 milhões em dívidas.

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