Gerente de abastecimento fica em silêncio durante depoimento; presidente quer quebra de sigilos
Para Ronilson Reis, não existe nenhum motivo para que Fabrício permaneça em silêncio, a não ser que haja alguma irregularidade a ser investigada

Na reunião da Comissão Especial de Inquérito (CEI da Comurg), realizada nesta segunda-feira (15), Fabrício Sotto, gerente de abastecimento da companhia, compareceu e usou seu direito de permanecer em silêncio, apresentando inclusive um Habeas Corpus com liminar decisão judicial que garantia o direito de ficar em silêncio, principalmente diante de perguntas que pudessem incriminá-lo.
Apesar disso, os vereadores fizeram perguntas ao depoente, pedindo esclarecimentos sobre o contrato de fornecimento de combustível no valor de R$ 170 milhões com a Rede Sol, e também sobre a ligação de Fabrício com Adriano, que é o diretor administrativo financeiro da Comurg.
“Fabrico se tornou gestou de um contrato milionário no mesmo dia em que foi contratado pela Comurg”, denuncia Ronilson Reis.
Diante do silêncio de Fabrício, o presidente da Comissão Especial de Inquérito, vereador Ronilson Reis, disse que irá entrar com um requerimento na próxima sessão pedindo a quebra de sigilo fiscal, bancário e telefônico de Fabrício. A partir de agora, a Comissão trata Fabrício como investigado, já que ele deixou de ser testemunha.
Para o vereador, não existe nenhum motivo para que Fabrício permaneça em silêncio, a não ser que haja alguma irregularidade a ser investigada. “Agora, Fabrício será investigado pela CEI”, disse Ronilson.

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