Gasolina pode chegar a R$ 8 em Goiás e vira “pedra no sapato” de Caiado
O governador publicou nas redes sociais, na manhã desta quinta-feira (20), que tenta convencer os demais Líderes Estaduais a manterem o congelamento do ICMS dos combustíveis

O governador Ronaldo Caiado (DEM) mostrou, nesta quinta-feira (20), preocupação em relação ao descongelamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os combustíveis, no próximo dia 31, quando termina o prazo de 90 dias estabelecido pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), no fim de outubro de 2021, com o intuito de conter a escalada de preços, que vinha assustando os motoristas.
Em ano eleitoral, quando Caiado tem corrido contra o tempo para tentar se mostrar como um “governador realizador” e trabalha para tentar segurar os reajustes dos combustíveis.
A previsão é de que até março ou abril a gasolina no estado pode bater a casa dos R$ 8 o litro. Levando em consideração que o produto já é encontrado pelos consumidores da Capital a R$ 7,50, que a partir de 1º de fevereiro o valor de incidência da alíquota de 30% do ICMS, R$ 6,55 desde novembro, poderá ser reajustado e ainda a política de preços praticada pela Petrobrás atrelada ao dólar, que tem causado os aumentos recorrentes no país, essa conta não fica muito difícil.
Caiado parece estar correndo contra o tempo para tentar “segurar” o congelamento do ICMS dos combustíveis no Confaz e. na manhã desta quinta-feira (20), publicou nas redes sociais que “tem trabalhado humildemente para sensibilizar os demais governadores a manter o congelamento”, já que na última reunião do Conselho, na última sexta-feira (14), a maioria dos líderes dos Executivos estaduais já tinham decidido por “descongelar” o imposto.
Se mostrando muito “solicito” com a questão, Caiado explicou que a pauta já havia sido vencida na última reunião do Confaz, mas que conseguiu trazer de volta para nova discussão e tenta convencer os demais governadores a manter o ICMS congelado.
Ressaltou ainda, que desde o congelamento no fim de outubro, o ICMS é cobrado em cima de R$ 6,55, e para manter esse valor o Governo já subsidiou, nesse período, mais de R$ 100 milhões aos consumidores de combustíveis.
“O congelamento do ICMS dos combustíveis havia sido derrotado na última reunião do Confaz. Mas conseguimos que ele voltasse para a pauta e estamos trabalhando com muita humildade para sensibilizarmos os demais governadores a manter o congelamento. O preço da Gasolina em Goiás para a cobrança de ICMS é R$ 6,55 desde novembro. Governo de Goiás subsidiou nesse período R$ 101 milhões aos consumidores de combustíveis”, disse o governador nas redes sociais.
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Reajustes da Petrobrás em janeiro
Motoristas de Goiânia começaram a sentir no bolso, a partir do último dia 12, os reajustes da Petrobras, anunciados na terça (11), de 4,85% no preço médio de venda da gasolina e 8,08% no diesel. O etanol, apesar de não ter sofrido alteração direta, foi impactado “por tabela” pelos aumentos dos outros combustíveis e teve o preço do litro pressionado para cima.
Alguns postos repassaram “imediatamente” o aumento aos motoristas e um dia após o anúncio da estatal a gasolina, por exemplo, que era encontrada a R$ 6,33 passou a ser comercializada em alguns estabelecimentos a R$ 7,49, variação de R$ 1,16.
A “surpresa maior” fica por conta do etanol, que não teve um “reajuste” direto, mas com o aumento significativo dos combustíveis, teve a cadeia de produção encarecida, já que maquinários usados na colheita da cana e do milho, matérias-primas do “álcool”, são movidos a diesel, que sofreu o maior reajuste, assim como as carretas que fazem o transporte do produto, entre outros pontos de impacto.
O motorista que abasteceu o carro com etanol em determinado posto no dia 13 de janeiro pagou R$ 5,29. No dia anterior, o produto no mesmo estabelecimento era R$ 4,79. Aumento de R$ 0, 50, que representa 10,5%, de um dia para o outro.
Fim do Congelamento dos preços dos combustíveis
Se o “trabalho” de Caiado não surtir efeito, a partir de 1º de fevereiro os estados deixam de subsidiar o congelamento do ICMS e o “Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final” (PMPF), valor sobre o qual o imposto impacta, que é calculado a cada 15 dias, voltará a ser reajustado, ou seja, os combustíveis, só nesse quesito, poderá ter reajustes duas vezes no mesmo mês.
O PMPF é renovado quinzenalmente, em geral nos dias 1.º e 16 de cada mês. Os estados informam os valores ao Confaz, que divulga a tabela em seu site e no Diário Oficial da União, com o preço-base que cada estado cobrará pelos combustíveis nos 15 dias seguintes.

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