“Furador de fila” no SUS, secretário de Saúde entrega cargo e coloca prefeito na mira do MP
Após repercussão de áudio, fala de Divonei Oliveira de Sousa, de que é ele quem controla fila de cirurgias de Luziânia, aponta possível “ingerência” do prefeito.

Secretário de Saúde de Luziânia (146 km da Capital), Divonei Oliveira de Sousa, flagrado em “áudio” afirmando a uma servidora que é ele quem decide a ordem da fila de cirurgias do município, referente a pacientes que seguem na fila à espera dos procedimentos no Hospital Municipal do Jardim Ingá, entregou o cargo após divulgação da gravação e repercussão da fala.
o Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) instaurou, nessa quarta-feira (1º), um inquérito civil público para apurar o conteúdo do áudio, conduta do secretário e, possível, ingerência do prefeito Diego Sorgatto (União Brasil).
Em nota, o agora ex-secretário tenta explicar que nunca houve “nada de errado” em relação à regulação das cirurgias durante sua gestão. Sobre o áudio, Divonei reconhece que houve “excesso verbal em discussão acalorada”.
“O que ocorreu foi um excesso verbal dentro de uma discussão acalorada com uma servidora que, tirada do contexto, pode sugerir interpretações equivocadas. Mas que não configura, em nenhum momento, erro ou irregularidade de minha parte ou por parte da secretaria de saúde”, diz trecho da nota do investigado.
A 6ª Promotoria de Justiça de Luziânia informou que vai apurar a conduta do então secretário e “as circunstâncias da remoção supostamente ilegal de uma servidora da unidade hospitalar do Jardim Ingá”. O MP ainda vai investigar uma “possível ingerência do prefeito e parlamentares na lista de espera de procedimentos cirúrgicos”.
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O Ministério Público disse ainda que vai requisitar à direção do Hospital do Jardim Ingá cópias de documentos, agendas, prontuários, relacionados à listagem de todos os pacientes que já realizaram cirurgias, bem como daqueles que ainda aguardam procedimento cirúrgico e atendimento médico.
As cópias do inquérito foram encaminhadas ainda à 1º Promotoria de Luziânia, 7ª PJ e 8ª PJ para adoção de providências em suas áreas de atuação, já que são promotorias criminais e de atuação na saúde. O MP disse ainda que a investigação está sob sigilo.

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