Fundahc perde gestão das maternidades de Goiânia; Os's assumem em até 20 dias - veja vídeo
A superintendente da Secretaria Municipal de Saúde, Paula Santos, explicou que essa reestruturação visa dar uma operação mais ágil e eficiente, com cada maternidade recebendo atenção individual

A Prefeitura de Goiânia está prestes a iniciar mudança na gestão das três maternidades públicas da capital goiana. Dentro de 20 dias, uma nova etapa na administração destas instituições será implementada, com a transição da gestão da Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas (Fundahc) para Organizações Sociais (OS's) separadas para cada maternidade. Esta mudança vem acompanhada de um planejamento cuidadoso visando melhorar a eficiência administrativa e resolver problemas operacionais que têm afetado as unidades.
Atualmente, a Fundahc é responsável pela gestão das maternidades Célia Câmara, Nascer Cidadão e Dona Iris. Esse arranjo mostrou-se problemático, já que a centralização da administração pela Fundahc provoca desafios significativos quando surgem problemas em qualquer uma das unidades. A superintendente de regulação da Secretaria Municipal de Saúde, Paula Santos, explicou que essa reestruturação visa dar uma operação mais ágil e eficiente, com cada maternidade recebendo atenção individual de uma organização administrativa distinta.
A partir dos próximos 20 dias, iniciará um período de transição onde as novas OS's serão introduzidas. Durante este período, a Fundahc continuará a administrar as maternidades até que a transição seja concluída. A mudança será conduzida por contratos emergenciais válidos por um ano.
A escolha do modelo de múltiplas organizações visa evitar os problemas administrativos centralizados.
Os contratos com as Organizações Sociais seguirão com o mesmo valor pago atualmente à Fundahc, que é de 12 milhões e meio de reais mensais. Apesar de as OS's já terem sido escolhidas, seus nomes ainda não foram divulgados devido a orientações da procuradoria do município. Tal medida se faz necessária para não comprometer o processo em andamento.
A decisão de transição se deu após um desgaste nas relações entre a Prefeitura e a Fundahc, atribuída a dificuldades nos processos de prestação de serviços e redes assistenciais. Paula Santos destacou a necessidade de superar desafios relacionados à contratação e novas negociações, que eram dificultados pela centralização da gestão.
Outro ponto importante a ser tratado é o rompimento unilateral do contrato pela Prefeitura, que resultará no pagamento de multas à Fundahc, cuja gestão estava prevista para durar até 2028 em algumas maternidades.
Essa reestruturação administrativa das maternidades públicas de Goiânia busca resolver entraves que vêm se arrastando por anos, ao descentralizar e tratar individualmente cada unidade. A expectativa é de que, com a implementação desta nova gestão, haja uma melhoria significativa na eficiência e qualidade dos serviços prestados à população.
A decisão da Prefeitura representa uma mudança estratégica importante na saúde pública em Goiânia, com potencial de impacto positivo no atendimento às gestantes e aos recém-nascidos da capital.
Imagens TV Anhanguera

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