Funcionários da Comurg com "supersalários" envolvidos em acordos extrajudiciais seguem afastados
Investigados teriam firmado acordos com valores acima do previsto. Companhia apura possíveis irregularidades e prefeito determina rigor nas investigações

A Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) prorrogou, a partir desta quarta-feira (09), o afastamento preventivo de 33 empregados efetivos sob suspeita de envolvimento em acordos extrajudiciais que resultaram em pagamentos de supersalários, referentes a diferenças salariais.
A nova etapa do afastamento se estenderá até 8 de junho. Os servidores deverão se apresentar ao departamento de Recursos Humanos da Comurg no dia 9 de junho, um dia após o término da penalização.
A Companhia justificou a prorrogação devido à complexidade dos processos e à dificuldade de acesso a informações relacionadas aos procedimentos administrativos e judiciais. Uma análise preliminar da assessoria jurídica da Comurg apontou que diversos acordos foram celebrados e quitados em prazos considerados exíguos, com valores incompatíveis com a realidade.
A reavaliação dos casos busca identificar eventuais irregularidades, inclusive no que se refere à ordem cronológica de pagamentos, conforme determina a Constituição Federal.
Durante o período de afastamento, os empregados permanecem à disposição da Corregedoria da Comurg, porém, sem acesso aos sistemas internos e às dependências físicas da Companhia. De acordo com a legislação vigente, todos continuam recebendo seus salários.
O presidente da Comurg, coronel Cleber Aparecido Santos, assegurou que o processo será conduzido com total transparência, garantindo o direito de defesa dos envolvidos. Ele informou que será instaurado um procedimento administrativo interno para apurar dados, processos, envolvidos, valores, datas e fundamentos dos acordos. Caso sejam confirmados indícios de irregularidades, será aberto um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), que poderá levar à aplicação de sanções.
O afastamento permanecerá em vigor até a conclusão das investigações. Se os procedimentos forem finalizados antes do prazo, os empregados serão notificados.
Desde o início do caso, o prefeito Sandro Mabel determinou rigor na apuração das suspeitas. Ele garantiu que a Prefeitura seguirá as recomendações do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e do Ministério Público (MP), com a realização de auditorias para esclarecer os fatos e, se necessário, aplicar punições.
“A Prefeitura está colaborando com os órgãos de controle para identificar e apurar todas as irregularidades”, afirmou o prefeito.

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