Fortaleza sobre não pagamento de gratificações de servidores: “Má gestão do Executivo”
Presidente da Câmara rebate acusação da prefeitura de que projeto arquivado na Câmara impede pagamento de benefício aos servidores

O presidente da Câmara de Aparecida de Goiânia, André Fortaleza (MDB), negou que a retirada de pauta do projeto que trata sobre a reforma administrativa da Prefeitura tenha causado o não pagamento de gratificações para os servidores municipais que ganham até três salários mínimos.
Ele afirma que o repasse das remunerações pode ser feito normalmente pela prefeitura. Antigamente os valores é pagam por meio de decreto.
“Quero deixar bem claro a você, trabalhador aparecidense, que não foi por causa da lei complementar 004 que você ficou sem receber a gratificação. Foi por má gestão do Executivo”, respondeu Fortaleza.
O presidente disse acreditar que o prefeito Vilmar Mariano (Mais Brasil) irá enviar nova proposta sanando as supostas “irregularidades”.
“Posso garantir a vocês que ineficiência e incompetência não é deste Parlamento. Tenho certeza de que o Executivo irá apresentar um projeto adequando as irregularidades para que possamos votar”, afirmou.
Uma das alegações de André Fortaleza é que o projeto previa a reforma administrativa da gestão Vilmar Mariano. Segundo Fortaleza, o documento é vago e apenas cria cargo de secretário.
“O Executivo afirmou que a estrutura daquela secretaria está em outra secretaria, a de Ação Social. Não consegui compreender como existe uma secretaria dentro da outra. Infelizmente não passaram organograma e nem impacto financeiro”, explicou.
Por outro lado, o prefeito Vilmar Mariano emitiu “nota de esclarecimento” para rebater as declarações do presidente da Câmara após a sessão extraordinária convocada para a tarde dessa sexta-feira (03), quando a Casa colocou em apreciação dos vereadores a Lei Orçamentária Anual (LOA) e o projeto de Reforma Administrativa enviada pelo Executivo.
No documento, a prefeitura explica que “o projeto encaminhado pela gestão do prefeito Vilmar Mariano cumpre recomendação do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) em estabelecer o pagamento das gratificações por lei em vez de ato infralegal (decreto), como era desde 2017”, por isso depende da aprovação da Câmara para efetuar os pagamentos.
Ressaltou ainda que “respeita a autonomia e independência dos poderes” e espera que a Câmara vote o referido projeto no início do ano legislativo a partir do dia 7 e com aprovação sobre a estrutura administrativa, a prefeitura voltará a pagar as gratificações para os trabalhadores da gestão.

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