Flávio Bolsonaro pede desculpas após quebrar acordo com Caiado: “Não consegui segurar”
Senador admite constrangimento ao enterrar aliança que colocava Gustavo Gayer na chapa de Vilela

O clima na reunião de quarta-feira (25) entre o governador Ronaldo Caiado e o senador Flávio Bolsonaro foi de "velório" para as pretensões de união em Goiás. Flávio, o filho "01", reconheceu formalmente que havia um compromisso selado para 2026, mas que foi atropelado pela cúpula nacional do PL, presidida por Valdemar Costa Neto.
O acordo, que Caiado já tratava como "assunto resolvido", previa uma chapa de peso: Daniel Vilela para o Governo, com Gustavo Gayer (PL) e a primeira-dama Gracinha Caiado (União Brasil) disputando as duas vagas ao Senado. A engrenagem política parecia perfeita, mas a peça principal — a cúpula do PL — decidiu mudar o eixo da máquina.
Em tom de desabafo, Flávio Bolsonaro teria dito a Caiado: “Reconheço que havia um acordo, mas não consegui segurá-lo”. O pedido de desculpas veio após a confirmação de que o PL terá chapa pura com Wilder Moraisencabeçando a disputa pelo Palácio das Esmeraldas. O constrangimento de Flávio é evidente, já que ele mesmo havia visitado o Palácio das Esmeraldas semanas antes para selar a parceria.
O recuo do PL não é apenas regional. Tanto Caiado quanto Flávio (representando o espólio político do pai) miram a Presidência da República em 2026. O movimento de Valdemar Costa Neto ao lançar Wilder Morais é visto como uma forma de o PL manter o controle total do eleitorado conservador em Goiás, sem precisar dividir o palanque com a máquina caiadista.

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