Fabrício Rosa canta e debocha de Zander na Câmara; vereador foi preso pela PC
O petista também associou a investigação ao período em que Zander comandou a pasta durante a gestão do ex-prefeito Rogério Cruz.

A prisão temporária do vereador Zander Fábio (Podemos), alvo da Operação "Cultura Em Cena", provocou repercussão na Câmara Municipal de Goiânia nesta terça-feira (26). Durante sessão no plenário, o vereador Fabrício Rosa (PT) utilizou a tribuna para ironizar o colega investigado pela Polícia Civil em um suposto esquema milionário de desvio de recursos da Cultura.
Em tom de deboche, o parlamentar do PT cantou uma paródia inspirada na música infantil “Fazendinha”, do Mundo Bita, em referência à operação policial que atingiu o ex-secretário municipal de Cultura. Após cantar na Casa, Rosa fez críticas diretas a Zander e afirmou que o colega teria utilizado a estrutura do município para “fins eleitoreiros”. O petista também associou a investigação ao período em que Zander comandou a pasta durante a gestão do ex-prefeito Rogério Cruz.
A operação deflagrada pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (Deccor), na manhã desta terça-feira, investiga um suposto esquema envolvendo contratos sem licitação, empresas de fachada e desvio de recursos públicos destinados a eventos culturais em Goiânia. Além de Zander Fábio, dirigentes de uma entidade investigada também foram presos.
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Segundo a polícia, empresas sem capacidade técnica eram contratadas para prestar serviços em eventos culturais, principalmente exposições de carros antigos, que teriam movimentado mais de R$ 1,5 milhão em verbas públicas.
A operação também cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a investigados, incluindo o escritório político do ex-vereador Leandro Sena, aliado político do senador Wilder Morais.
Até o momento, a defesa dos investigados não se pronunciou oficialmente sobre as acusações. Enquanto isso, o clima nos bastidores da Câmara Municipal segue marcado por troca de acusações, repercussão política e pressão sobre os parlamentares citados na investigação.

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