Ex-vereadora invade terras indígenas no Pará e acaba presa
PF aponta que Lauanda Peixoto Guimarães é uma das principais líderes de grupos invasores de terras indígenas

Lauanda Peixoto Guimarães, ex-vereadora de Alto Horizonte, no Norte Goiano, foi presa por liderar invasões em terras indígenas de São Félix do Xingu, no Pará.
A prisão ocorreu durante operação da Polícia Federal (PF) realizada na última terça-feira (14).
Na ocasião, foram disparados tiros e rojões contra os agentes, porém nenhum deles se feriu. As informações são do jornal O Popular.
Investigações da PF apontam que Lauanda é uma das principais líderes de grupos que invadem terras indígenas, como a do Povo Parakanã, no Sudoeste paraense.
A ex-vereadora também é alvo de investigações por desobediência às ordens judiciais, além de exploração econômica ilegal da Terra Indígena Apyterewa.
O Ministério Público Federal (MPF) denunciou Lauanda Peixoto no fim de 2020. Segundo o órgão, ela organizou e realizou ataques contra servidores da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
No ano seguinte, Lauanda foi presa em flagrante. A prisão se deu por porte ilegal de arma de fogo, posse irregular de minério, por manter em cativeiro animal silvestre e por fazer funcionar posto de combustível e farmácia clandestinos no interior de terra indígena.
De acordo com a PF, a ex-vereadora negociou, ainda, a derrubada de pontes na região. O objetivo era dificultar o processo de desintrusão realizado pelos órgãos federais.
Lauanda Peixoto foi encaminhada para o Presídio Feminino de Marabá, no Sul do Pará.
Mandato cassado
Anos antes, em 2016, o mandato de Lauanda — que havia sido eleita pelo PRB (Hoje Republicanos) — foi cassado após a então vereadora, junto com o esposo Rogério da Silva D'Afonseca, tentarem extorquir Luiz Borges (PSD), que na época era prefeito de Alto Horizonte.
A justificativa para as extorsões era que o prefeito tivesse "governabilidade tranquila". Conforme as investigações, o casal exigia R$ 30 mil mensais. Eles respondem na Justiça pelo crime de concussão, segundo apurado pela TV Anhanguera.

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