Ex-presidente do Podemos, deputado busca partido para tentar última reeleição
José Nelto disse que ainda não entendeu o porquê o partido formou nova comissão em Goiás sem o comunicar. Ressaltou ainda que as conversas já estavam adiantadas para poiar Caiado e Moro.

Parlamentar por Goiás, José Nelto (Podemos), até então presidente do partido no Estado, que definiu a troca de comando da sigla, entregue ao recém filiado Vilmar Mariano, vice-prefeito de Aparecida e aliado de Gustavo Mendanha, pré-candidato ao Governo, como “desrespeito”, “punhalada pelas costas”, sinalizou sua saída e afirmou que 2022 será sua última candidatura à reeleição como deputado federal.
Em entrevista à Rádio Sagres, o parlamentar ressaltou que quer entender o porquê dessa iniciativa do Podemos sem que ele fosse comunicado. Nelto, que ainda ressaltou seu trabalho no Congresso lutando pelas pautas do partido, explicou que agora, com o atual comando estadual, é difícil continuar no partido tanto para concorrer à reeleição como deputado, quanto devido à lealdade que tem ao governador Ronaldo Caiado (DEM).
A explicação bate de frente com o posicionamento de Vilmar na última quinta-feira (20), quando assinou sua filiação e afirmou que a “mudança” tira oficialmente o partido da base de Caiado, vai formar chapa competitiva para deputado federal, deputado estadual e apoiar a candidatura de Mendanha ao Governo.
“Eu quero saber o motivo real que essa comissão provisória foi formada sem conversar comigo, isso foi um desrespeito para um parlamentar que, no Congresso Nacional, tem lutado muito pelas pautas do partido. Com o atual comando, eu acho difícil ficar no partido, até porque tenho uma lealdade ao governador Ronaldo Caiado (DEM)”, declarou.
Sobre ser “pego de surpresa”, Nelto relatou que as conversas dentro do Podemos estavam bastante avançadas quanto ao apoio à reeleição de Caiado e um acordo entre seu partido e o União Brasil (união do DEM com PSL) em âmbito nacional pela candidatura do ex-juiz Sérgio Moro ao governo federal.
“Com esse novo fato político que aconteceu sem o meu conhecimento, sem que eu fosse comunicado, me resta, neste momento, abrir o leque de conversações dentro do partido. E logo em seguida vou ter uma conversa com meu grupo político de outros partidos e estarei também indo a Brasília na próxima semana”, antecipou.
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Sobre o futuro político, fora do Podemos, o deputado disse que já foi procurado por algumas siglas, citou o MDB, antigo partido de Vilmar Mariano, mas que ainda não “conversou com nenhum. Ressaltou começa as tratativas em fevereiro e até final de março toma sua decisão.
No entanto, afirmou que 2022 será sua última corrida eleitoral à reeleição como deputado federal.
“O político tem que tomar posição, tem que escolher um partido, mas eu não pensei em nenhum. Não posso adiantar nada, mas a partir de 15 de fevereiro abrirei a conversa e tomarei a decisão final no dia 30 de março”, finalizou.

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