Ex-prefeito goiano é condenado por usar estrutura municipal para comício eleitoral antecipado
A decisão contra Wilson Tavares de Sousa Júnior, ex-mandatário de Gameleira de Goiás, também apontou falta de transparência nos gastos e possível uso de recursos não declarados

O ex-prefeito de Gameleira e atual diretor da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Wilson Tavares de Sousa Júnior, foi declarado inelegível por oito anos pela Justiça Eleitoral de Silvânia. A decisão, proferida nesta sexta-feira (31), julgou procedente uma ação que investigava abuso de poder político e econômico durante um evento realizado em 2024, caracterizado como comício eleitoral antecipado.
Segundo a sentença, Wilson Tavares de Sousa Júnior teve “participação ativa e de destacado protagonismo” em um ato que ocorreu em via pública e que, conforme a Justiça, fez uso indevido de estrutura pública municipal. A investigação apontou que o evento, embora não declarado como tal, configurou um comício eleitoral antecipado, violando as normas eleitorais vigentes.
Além do uso indevido de recursos e equipamentos da prefeitura, a decisão judicial também destacou a falta de transparência nos gastos relacionados ao evento. A Justiça Eleitoral de Silvânia levantou a suspeita de possível uso de recursos não declarados, o que agrava a infração e reforça a tese de abuso de poder econômico.
A inelegibilidade por oito anos impede Wilson Tavares de Sousa Júnior de concorrer a qualquer cargo eletivo durante esse período, impactando diretamente sua trajetória política. Atualmente, ele ocupa uma posição de diretoria na Alego, o que confere ainda mais peso à decisão judicial.
A defesa do ex-prefeito ainda pode recorrer da sentença. O processo, que tramita na Justiça Eleitoral de Silvânia, agora segue para análise do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO), onde a decisão poderá ser mantida, reformada ou anulada.

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