Ex-deputado nega acusações de assédio e mostra áudio de que servidora pediu R$ 100 mil para retirar denúncia
Sérgio Bravo, em entrevista ao G5News, conta que a servidora foi indicada para cargo comissionado na Alego por Tião Peixoto, pai do presidente Bruno Peixoto, e que foi Tião que teve contato com o amante da suposta vítima e ouviu sobre pedido de dinheiro

Ex-deputado estadual, Sérgio Bravo (PSB), que até a última terça-feira (28) ocupava o cargo de secretário de Manutenção Predial da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), mas que pediu exoneração após ser acusado de assediar sexualmente uma servidora da Casa, nome não divulgado, afirma que foi alvo de “armação” e que a suposta vítima pediu R$ 100 mil ao pai do presidente Bruno Peixoto (UB), Sebastião Peixoto, conhecido como “Tião”, para retirar denúncia feita na Delegacia da Mulher, em Goiânia.
O “acusado” entrega áudio em que Tião Peixoto avisa que o “amante da servidora” entrou em contato para pedir o montante em dinheiro para retirar a denúncia contra ele. Ouça no final da reportagem
Em entrevista nesse sábado (1º), acompanhado da esposa, conversou com o G5News e o programa Goiás Agora, da TV PUC, e abriu sua versão sobre as acusações.
Bravo contou que a servidora foi contratada para cargo comissionado por indicação de Tião Peixoto para trabalhar numa secretaria diferente da que comandava, mas como o pai do presidente atendia na mesma sala, a servidora costumava frequentar o ambiente e assim se conheceram.
Leia também
Ex-deputado é acusado de tentar “agarrar” servidora dentro da Alego e pede exoneração
O ex-deputado ressalta ainda que a sala é aberta, passam muitas pessoas durante todo o dia e que seria impossível ele estar sozinho com a servidora em algum momento. Até então, os dois não tinham nenhum assunto em comum, já que ela pertencia a outra diretoria e o contato ali era o Tião.
No entanto, ainda segundo o Bravo, numa oportunidade, a determinada servidora foi apresentada a ele pelo Tião e ela aproveitou a situação para pedir ao ex-deputado uma transferência da Diretoria Administrativa para a Procuradoria da Alego.
“O Tião apresentou, eu conversei com ela e falei que era só o Tião que daria conta de organizar essa situação para ela. Eu a atendi, conversando junto com o Tião. Sou político, atendo todo mundo que se aproxima para falar comigo, com respeito, dignidade, mas aconteceu essa denúncia que realmente me decepcionou. Eu desconheço qualquer fato que tenha dado origem a essa denúncia de assédio ou assédio moral”, explicou Bravo.
Sobre as denúncias de convidar para sair, tentar agarrar dentro da sala na Alego, Bravo nega consistentemente e ressalta ser pai de família e respeitar os filhos.
“Não fiz, tenho a consciência limpa. Eu sou pai de família, tenho dois meninos pequenos, não fiz isso. Agora quero dizer que ela esteve na minha sala junto com Sebastião Peixoto umas três ou quatro vezes, mas porque o Tião atende lá na sala”, declara.
Em seguida, o ex-deputado mostra o áudio, onde aponta ser Tião Peixoto avisando a ele que um médico, amante da servidora, pede R$ 100 mil para a denúncia ser retirada.
Bravo conclui explicando que pediu exoneração até que tudo fosse esclarecido, seja inocentado das acusações, para que em seguida tome as medidas cabíveis, como processar a servidora pelos danos causados tanto profissionalmente, já que se viu obrigado a deixar o emprego, quanto pessoalmente, uma vez que foi colocado como “abusador” afetando sua imagem e causando problemas dentro de casa, já que é casado.
A entrevista completa vai ao ar na próxima segunda-feira (03) no programa Goiás Agora, pela TV PUC, a partir das 11 horas, parceiro do G5News.

Kitão quer levar debate sobre cannabis para Alego e uso da fibra na medicina
Candidato a deputado estadual, vereador quer usar experiência acumulada em Goiânia para levar discussão à Assembleia e ampliar políticas relacionadas à cannabis medicinal em Goiás

Pedro Sales desiste de candidatura a deputado federal em Goiás
Nos bastidores, Pedro Sales era apontado como um dos nomes cotados para integrar a chapa do PSD na disputa por uma cadeira na Câmara Federal.












