Ex-assessor denuncia vereadores que obrigavam funcionários a dividir salario.
O presidente da Câmara Municipal de Inhaúmas, Suair Teles, e o colega de parlamento Paulo “Pedrinha” foram alvos de busca e apreensão e afastados da Câmara pela Justiça.

O presidente da Câmara Municipal de Inhaúmas (47 km da Capital), Suair Teles, e o colega de parlamento Paulo “Pedrinha” são investigados por esquema de “rachadinha”, foram alvos de mandados de busca e apreensão, em casa e no gabinete, nessa quinta-feira (18), além de terem sido afastados das funções na Casa de Leis por ordem da Justiça.
Além de afastar os vereadores, o Judiciário ainda autorizou a quebra de sigilo fiscal e telefônico dos investigados.
Um ex-assessor de Pedrinha procurou a delegacia e denunciou o fato. Segundo ele, enquanto trabalhava com o vereador foi obrigado a “rachar” seu salário com outro funcionário, supostamente, indicado pelo parlamentar.
Sobre Suair Teles, o denunciante explicou que todas as contratações passam pelo presidente, responsável pelo ordenamento de despesas, que supostamente teria conhecimento do fato.
O advogado Jackson Vagner, responsável pela defesa dos parlamentares, explicou que na verdade o então assessor de Pedrinha, que fes a denúncia, tomou a iniciativa de contratar essa terceira pessoa e que pagaria com recursos próprios. Ressaltou que essa contratação não teve influência ou interferência dos clientes.
“O funcionário foi contratado para assessorar o vereador no período em que Paulo assumiu a Comissão da Saúde da Câmara. Após cerca de 30 a 40 dias, o funcionário não estaria dando conta do serviço e foi exonerado, por isso a denúncia”, disse o advogado.
Sobre as sanções sofridas pelos parlamentares, o advogado disse que os clientes concordam com a quebra de sigilo e que se fosse pedido, os clientes concederiam. Mas sobre o afastamento é desproporcional.
“Vamos preparar um recurso para reverter essa decisão que afastou os vereadores. A gente concorda com a quebra de sigilo, pois, se fosse pedido os próprios vereadores cederiam. Mas em relação ao afastamento, não consideramos proporcional, uma vez que o inquérito dura 30 dias e pode ser prorrogado por mais 30", explicou o advogado.
Caso segue em investigação.

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