Erramos: PF vê indícios de crime, mas não indiciou Bolsonaro
Investigadores apontam que o ex-presidente não apenas tinha conhecimento do esquema da Abin, mas também era seu principal beneficiário

Errata: Diferentemente do que foi publicado pelo G5News nessa 3ª feira (17), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não está na lista de indiciados pela Polícia Federal na investigação sobre a “Abin paralela”, embora a PF confirme seu envolvimento.
A Polícia Federal (PF) revelou, em relatório final, a participação do ex-presidente Jair Bolsonaro em um esquema de espionagem ilegal conduzido pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin). O esquema, conhecido como "Abin paralela", foi identificado como parte de uma rede de vigilância clandestina destinada a espionar adversários do governo, jornalistas e outras figuras públicas.
Embora o relatório destaque a participação de Bolsonaro, ele não foi incluído na lista de indiciados pela PF. Isso se deve ao fato de que o ex-presidente já responde, no Supremo Tribunal Federal (STF), a acusações relacionadas à trama golpista, um inquérito no qual a PF compartilhou provas devido à conexão entre os casos.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) agora tem a tarefa de decidir se Bolsonaro enfrentará acusações de organização criminosa em dois inquéritos separados. Investigadores apontam que o ex-presidente não apenas tinha conhecimento do esquema da Abin, mas também era seu principal beneficiário.
Indiciados no Caso da Abin Paralela
A PF apresentou uma lista com 36 indiciados, acusados de integrarem a rede de espionagem. Entre os indiciados estão Carlos Bolsonaro, filho de do ex-presidente e vereador do Rio de Janeiro, o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem e o diretor-geral Luiz Fernando Corrêa. Todos os suspeitos negaram as acusações imputadas pela investigação.
De acordo com a PF, a rede teria utilizado ferramentas avançadas de monitoramento clandestino para espionar uma série de alvos, incluindo autoridades, políticos, ambientalistas, advogados e jornalistas, além de disseminarem fake news.
As investigações sobre a "Abin paralela" foram iniciadas após uma denúncia do jornal O Globo, em março de 2023, que expôs a aquisição de um sistema de espionagem pela Abin. Esse sistema foi supostamente usado para monitorar a localização de alvos em todo o país.

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