Enel vende a Celg-D para Equatorial por 1,5 bilhão e Caiado comemora
A Equatorial Energia atua em seis estados brasileiros como Pará, Amapá, Maranhão, Alagoas, Piauí e Rio Grande do Sul.

O governador Ronaldo Caiado (União Brasil) anunciou, na manhã desta sexta-feira (23), que o controle acionário da Celg-D, até então administrado pela empresa italiana Enel, foi vendido por R$ 1,575 bilhão para a empresa Equatorial Energia. Ou seja, a concessionária adquiriu 282 milhões de ações ordinárias, representando 99.964% do capital social votante da Celg-D.
A Equatorial Energia atua em estados como o Pará, Amapá, Maranhão, Alagoas, Piauí e Rio Grande do Sul.
Apesar de ter batido o martelo, a conclusão da operação precisa ainda da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Em seguida, a Equatorial terá que aprovar um Plano de Transferência de Controle da Celg-D pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que poderá incluir flexibilidade e/ou ajustes nos parâmetros regulatórios da concessão.
Neste contrato de compra e venda, a nova empresa prevê a reestruturação dos empréstimos existentes entre a Celg-D e a vendedora e outras sociedades do seu grupo econômico, no valor de R$ 5,717 bilhões, na data base. A Celg-D obrigou-se a pagar os empréstimos no prazo de até 12 meses após o fechamento da operação.
A informação foi publicada por meio de vídeo nas redes sociais de Caiado. Continue lendo após o vídeo
Na gravação, ele afirma que sempre lutou para resolver o problema da concessionária desde de seu mandato como senador da República e, agora, em sua gestão no Executivo. Porém, não houve contrapartida por parte da empresa.
O governador também afirmou que a contratação da Enel ocorreu de forma "fraudulenta”, causando prejuízo a Goiás.
"Até porque Goiás ficou com uma dívida de R$ 12 bilhões no Tesouro, fatura que nós goianos ainda temos que pagar", afirmou
Outro fator apontado por Caiado é que, caso a Enel não fosse vendida, o contrato sofreria caducidade devido a sérios problemas de falta de energia elétrica provocando uma intervenção na empresa.
"Quando eles viram que iria para a caducidade, ou seja, o cancelamento do contrato, eles venderam a Enel para a Equatorial", disse o governador em vídeo.
O governador prometeu fiscalizar fortemente a Equatorial e exigir que cumpra todas as normas de contrato.
“Agora, vamos acompanhar de perto a transição e a prestação dos serviços da nova empresa. Com a chegada da Equatorial, damos um passo fundamental para superar nosso problema de distribuição de energia elétrica de qualidade e vamos colocar nossa economia para voar ainda mais alto”, confirmou Caiado.

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