Empresários goianos que ameaçaram demitir funcionários se Lula ganhar entram na mira de Alexandre de Moraes
O presidente do TSE afirmou que vai discutir o assunto com Ministério Público Eleitoral, Procuradoria-Geral do Trabalho e centrais sindicais para avaliar possível punição.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, prometeu nova investigação contra empresários que ameaçaram fechar empresas e demitir funcionários caso o presidente Jair Bolsonaro (PL) não seja reeleito. Ele disse nesta quinta-feira (13) que vai discutir medidas para combater o que chamou de assédio eleitoral nas empresas.
A medida é polêmica porque Moraes vem sendo acusado de usar o "poder da caneta" para perseguir bolsonaristas. Ele disse que vai se encontrar com representantes do Ministério Público Eleitoral e da Procuradoria-Geral do Trabalho para definir quais medidas serão tomadas.
"Lamentamos no século 21 retornarmos a uma prática criminosa, empregador coagindo, ameaçando, prometendo benefícios para que seus funcionários votem ou deixem de votar em determinada pessoa", disse o ministro durante sessão da corte.
Em agosto, o ministro - que também é do STF (Supremo Tribunal Federal) - determinou o bloqueio das contas bancárias de oito empresários alvos de investigação por falarem em “golpe” em um grupo privado de WhatsApp. Agora, pretende fazer o mesmo algo parecido.
Caso isso ocorra, um dos alvos deve ser o ex-prefeito de Porangatu Eronildo Lopes Valadares, acusado de ameaçar demitir funcionários caso não consigam puxar votos para seu candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro (PL), neste segundo turno.
Outros empresários que estavam no grupo de Whatsapp também devem ser investigados.

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