Emendas são aprovadas e vereador afirma: “Cheque em branco para prefeito boçal”; veja vídeo
Vereador Igor Franco criticou a gestão Rogério Cruz e chamou atenção dos vereadores que votaram a favor do andamento do projeto no plenário da Câmara de Goiânia

Discussão durante a segunda votação do projeto que autoriza a Prefeitura de Goiânia a contratar empréstimo de R$ 710 milhões com o Banco do Brasil esquentou na Câmara de Goiânia, nessa terça-feira (05). O vereador Igor Franco (Solidariedade) destacou que a aprovação do projeto é um “cheque em branco” para um “prefeito boçal”.
O projeto recebeu emendas, entre elas uma que atende a recomendação do Ministério Público e detalha as obras que serão feitas com o montante do empréstimo. No entanto, segundo o vereador, as emendas nesse momento de tramitação é vedada pela regulamentação da Casa e, para que fossem aprovadas, vereadores da base teriam apresentado a emenda “substitutiva” travestida de “modificativa”, ou seja, ainda segundo Franco, uma manobra para agilizar a aprovação.
“Essa má administração desse prefeito que está arrebentando a cidade de Goiânia, nada em Goiânia funciona. Está com as malas prontas para voltar para o Rio de Janeiro e curtindo com a cara dos goianienses, zombando com a cara dos goianienses, aquela cara dele de boçal, o Rogério Cruz tem uma cara de boçal, soberbo, arrogante”, afirmou o vereador.
O parlamentar ainda destaca que se trata de um ano de eleições, que logo os colegas estarão nas ruas pedindo votos, mas que a população vai lembrar-se daqueles que autorizaram esse empréstimo que vai endividar ainda mais a Capital.
A reprovação “histórica” da gestão Rogério Cruz também foi destaque na explanação.
“Vamos ter responsabilidade com Goiânia, senhores vereadores. Daqui a pouco vocês vão estar nas ruas pedindo foto e a população vai estar lá com a foto daqueles vereadores que deram esse cheque em branco para esse prefeito irresponsável, que não sabe gerir, não tem gestão, não tem amor por Goiânia porque tem o maior índice de reprovação da história de Goiânia”, lembrou o vereador.
Apesar da fala do vereador, as emendas foram aprovadas. Agora o projeto volta para Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), para análise a constitucionalidade dessas emendas e, em seguida, volta para votação em definitivo no plenário.
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Judicialização do empréstimo
Grupo de vereadores, Igor Franco (Solidariedade), Welton Lemos (Podemos), Gabriela Rodart (DC), Lukas Kitão (PSD), William Veloso (PL) e Paulo Magalhães, que formam o Bloco Vanguarda, na Câmara de Goiânia, aliado a outros parlamentares de oposição à gestão Rogério Cruz (Republicanos), pretendem suspender o projeto de empréstimo da Prefeitura de Goiânia, no montante de R$ 710 milhões, na Justiça.
Segundo o vereador Igor Franco, a prefeitura retirou emenda que atendia às recomendações do Ministério Público, consequentemente, a matéria volta aos vícios apontados pelo Judiciário.
A emenda em questão descreve o detalhamento das obras a serem realizadas com os recursos. Com a retirada da emenda, a matéria retornou à Comissão de Finanças – atendendo à decisão judicial que determinou nova análise pela comissão.
“Nós vamos judicializar essa questão porque a recomendação do Ministério Público está sendo atropelada. A emenda que o Paço havia feito o acatamento da recomendação do MP, eles retiraram, projeto retornou ao seu andamento da Comissão de Finanças, ou seja, está sem observar as recomendações do Ministério Público”, explica o vereador.
Ainda segundo a vereadora Kátia (PT), por exemplo, alterações determinadas pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO), com base no Regimento Interno da Câmara, não poderiam ser incluídas em emenda substitutiva porque o projeto em tramitação já se trata de substitutivo.
Também baseado no Regimento, o vereador Lucas Kitão (PSD) alega que a inclusão de emenda substitutiva só poderia ter ocorrido no primeiro turno de votação, em dezembro do ano passado. A emenda, no entanto, foi protocolada em 20 de fevereiro.
Com todos esses argumentos que apontam as irregularidades, a oposição tende a entrar na Justiça, barrar o projeto e discutir as irregularidades.

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