Em mensagem, assessor de Gayer assume que "escola tá sendo paga com recurso público"
A operação da PF, realizada nesta sexta-feira (25), visou Gayer e outras 17 pessoas ligadas a ele, com acusações que incluem associação criminosa, falsidade ideológica e peculato

Em meio a uma investigação da Polícia Federal (PF) que aponta Gustavo Gayer (PL-GO) como a "figura central" de uma organização criminosa, mensagens interceptadas entre o deputado e um de seus assessores revelam preocupações sobre o uso irregular de verbas públicas. A operação da PF, realizada nesta sexta-feira (25), visou Gayer e outras 17 pessoas ligadas a ele, com acusações que incluem associação criminosa, falsidade ideológica e peculato-desvio.
Durante a ação, mais de R$ 70 mil em dinheiro foram encontrados na casa de um assessor de Gayer, enquanto o deputado teve seu celular apreendido. As investigações indicam que Gayer utilizava recursos da cota parlamentar para manter uma escola de inglês e uma loja de camisetas em Goiânia, sob o disfarce de um escritório político.
Em mensagens trocadas entre João Paulo de Sousa Cavalcante, assessor de Gayer, e um amigo do deputado, Cavalcante expressa sua preocupação com as irregularidades. Ele menciona que a escola de inglês estava sendo financiada com dinheiro público para fins que "não existem". Cavalcante também destaca o risco de fiscalização e compara a situação a um caso de 2015, quando uma repórter da TV Anhanguera confrontou uma funcionária pública que havia abandonado o trabalho.
“Ou seja, a escola tá sendo paga com recurso público e tá sendo usada pra um fim totalmente que tipo num existe, né. Num tem como ser assim e aí eles vão levando ou seja ainda não entenderam a gravidade, sabe. Moço, pra esse povo já ter alguém ali na porta fiscalizando... filmando... vai ser igual o caso aquela mulher do O Popular na Assembleia… senhora, senhora, senhora. Num tem jeito vei o povo vai pra cima mesmo”, disse João Paulo de Sousa Cavalcante, assessor do deputado.
O amigo de Gayer também reconhece a gravidade da situação, afirmando que o deputado se tornou um "alvo" e que eles estavam "pregando uma coisa e vivendo outra". Cavalcante, que já foi investigado por seu papel nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, foi preso e teve seu celular apreendido.
“O Gustavo hoje ele é uma vidraça, ele é um alvo e se for pra cima, moço, infelizmente a gente tá tipo errando nesse sentido, a gente tá pregando uma coisa e vivendo outra... infelizmente a gente tem muitas coisas erradas acontecendo aí”, completou o empresário amigo do deputado, reconhecendo a gravidade das irregularidades agora apontadas pela PF e que culminaram na operação desta sexta-feira.
A PF encontrou evidências de que recursos públicos foram desviados para financiar esses atos, supostamente com o conhecimento e participação de Gayer.
Além disso, a investigação revela que Gayer contratou a empresa de marketing de Cavalcante, Goiás Online, com verbas parlamentares, pagando R$ 8 mil mensais. Este contrato seria uma forma de compensar Cavalcante por serviços como assessor, já que ele não podia ocupar um cargo na Câmara devido a uma pendência na Justiça Eleitoral desde 2020.
As revelações destacam um esquema complexo de desvio de recursos públicos, com implicações significativas para Gayer e seus associados, enquanto a PF continua a investigar as ramificações do caso.

Kitão quer levar debate sobre cannabis para Alego e uso da fibra na medicina
Candidato a deputado estadual, vereador quer usar experiência acumulada em Goiânia para levar discussão à Assembleia e ampliar políticas relacionadas à cannabis medicinal em Goiás

Pedro Sales desiste de candidatura a deputado federal em Goiás
Nos bastidores, Pedro Sales era apontado como um dos nomes cotados para integrar a chapa do PSD na disputa por uma cadeira na Câmara Federal.











